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Política

STF bloqueia R$ 6,1 milhões de Eduardo Cunha por suspeita de ingerência em emendas parlamentares

Investigação revela atuação de Eduardo Cunha na Comissão de Saúde da Câmara, com bloqueio de R$ 6,1 milhões determinado pelo STF.  |  Foto: reprodução

Publicado em 12/07/2026, às 17h27   Foto: reprodução   Ranyere Fonseca

A investigação da Polícia Federal sobre o uso indevido de emendas parlamentares atingiu o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos). Segundo a Polícia Federal, Cunha atuava como um “vetor relevante” na definição e no remanejamento de verbas da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, contando com o auxílio da funcionária parlamentar Mariângela Fialek, conhecida como "Tuca".

O bloqueio de R$ 6,1 milhões foi determinado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), após análise de mensagens que evidenciam a coordenação direta do ex-parlamentar na destinação de ao menos 29 emendas. De acordo com a decisão, Cunha agia como se ainda exercesse a função de líder partidário, alterando o destino de recursos para municípios de Minas Gerais, estado onde pretende retomar a vida política como candidato a deputado federal nas próximas eleições.

A lógica da investigação

Na decisão, o ministro Flávio Dino destacou a gravidade da conduta, apontando uma aparente “cota informal” de valores gerida pelo ex-deputado. O ministro frisou que a operacionalização das demandas por parte da funcionária citada ignorava os fluxos formais e a transparência exigida pela administração pública.

“As mensagens mostram que Eduardo Cunha aparentava manter atuação típica de líder partidário integrante da Câmara, mesmo não sendo deputado”, pontuou Dino.

Além do bloqueio de valores, o magistrado determinou a suspensão da execução de todas as emendas sob investigação e estabeleceu um prazo de 10 dias para que a Câmara dos Deputados forneça toda a documentação de tramitação interna dos recursos.

A conduta, segundo o magistrado, configura, preliminarmente, o crime de peculato. Esta decisão integra uma ofensiva mais ampla do STF sobre a gestão de emendas sem mandato, movimento que também atingiu recentemente o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A defesa de Eduardo Cunha ainda não se manifestou sobre o bloqueio até a última atualização desta reportagem.

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