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Política

Semana decisiva: STF avalia manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma

O prazo de 90 dias para a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro termina nesta quarta-feira, com investigações em andamento.  |  Foto: Ton Molina/STF

Publicado em 21/06/2026, às 16h32   Foto: Ton Molina/STF   Ranyere Fonseca

A prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), concedida em março deste ano devido a um quadro de broncopneumonia, entrou em sua semana decisiva. Na próxima quarta-feira (24), encerra-se o prazo inicial de 90 dias estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, o que parecia ser uma prorrogação de rotina transformou-se em um embate jurídico após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9mm, registrada em nome de Bolsonaro, encontrada com um militar de sua equipe de segurança.

A justificativa apresentada pela defesa, de que o armamento estaria a caminho de uma manutenção, não foi suficiente para encerrar as investigações. Na última sexta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes, relator da matéria, autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a colher o depoimento de Bolsonaro. Em uma decisão de peso, Moraes determinou que a oitiva ocorra de forma presencial na residência onde o ex-presidente cumpre a pena, nesta terça-feira (23), às 15h, argumentando que a modalidade virtual é vedada devido às restrições de uso de dispositivos eletrônicos impostas ao investigado.

Exigências do STF

Além do depoimento, o ministro abriu um prazo rigoroso de 48 horas para que a defesa comprove se o ex-presidente tem cumprido fielmente as condições da prisão humanitária. Entre as exigências, o STF cobra a prova de contratação de um profissional de saúde para acompanhamento noturno e esclarecimentos sobre a dispensa dos agentes de segurança oficiais no período da noite.

Paralelamente, a pressão política cresce nos corredores de Brasília. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) formalizou um pedido junto ao STF solicitando a revogação imediata do benefício da prisão domiciliar, defendendo o retorno de Bolsonaro ao sistema prisional. O desfecho desta semana, portanto, definirá se o ex-presidente permanecerá em casa ou se as condições impostas pela Corte sofrerão alterações drásticas.

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