Política
Publicado em 09/05/2026, às 12h15 Foto: PL Ranyere Fonseca
A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República ganhou contornos definitivos com a montagem de um time de peso. O grande destaque da estrutura é o senador pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho (PL-RN), escolhido para ser o coordenador político e principal articulador da candidatura.
Marinho tem sido fundamental para dar capilaridade ao projeto. Em apenas seis meses, ele ajudou a estruturar 22 palanques estaduais, um desempenho superior ao registrado por Lula e Jair Bolsonaro em estágios semelhantes de campanhas anteriores. Com trânsito livre no Congresso e entre o setor produtivo, o senador potiguar evita o rótulo de "Posto Ipiranga", mas é tratado como o "cérebro" estratégico da engrenagem.
A campanha foi dividida em áreas específicas para profissionalizar o embate contra o atual governo:
Comunicação: Gerida por Marcello Lopes ("Marcelão"), que já testa narrativas como o slogan "Meu Amigo Flávio".
Um dos pontos curiosos da estratégia de comunicação são as analogias usadas em pesquisas qualitativas. Enquanto o presidente Lula é associado a um "Chevrolet Opala" (um clássico, mas visto como caro e pouco prático hoje), Flávio Bolsonaro é comparado a um "BYD" (um carro moderno, elétrico, que gera curiosidade mas ainda carrega algumas incertezas).
No campo programático, a equipe de Marinho e Cury já realizou mais de 80 reuniões. O conteúdo é mantido sob sigilo para evitar ataques precoces, mas o foco deve ser a comparação entre a gestão econômica atual e os indicadores de inflação e autonomia do Banco Central herdados do governo anterior.