Política
Publicado em 25/09/2026, às 19h50 Reprodução Jussier Lucas
A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25) mostra Allyson Bezerra (União) com 39% das intenções de voto para o Governo do Rio Grande do Norte. Cadu de Lula (PT) aparece com 21%, seguido por Álvaro Dias (PL), que registra 18%.
O levantamento foi encomendado pela Inter TV e apresenta os números da disputa pelo Executivo estadual a dez dias do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada em 24 de agosto, Allyson passou de 25% para 39%, enquanto Cadu permaneceu com 21% e Álvaro oscilou de 19% para 18%.
Entre os demais candidatos, Rodrigo Bolsonaro (Agir) aparece com 1%. Arinalda do MLB (UP), Dário Barbosa (PSTU), Professor Robério Paulino (PSOL), Henrique Lyra (PCO) e Godeiro Linhares (DC) registraram 0%. Godeiro passou a integrar o cenário após substituir Carlos Jararaca na disputa.
Os eleitores que ainda não sabem em quem votar ou não responderam somam 10%, ante 16% na pesquisa anterior. Brancos e nulos representam 11%, contra 14% em agosto.
A pesquisa também perguntou aos entrevistados se a escolha do candidato já está definida. Para 77%, o voto é considerado definitivo. Outros 23% afirmaram que ainda podem mudar de candidato até a eleição.
No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Allyson aparece com 29%. Álvaro Dias e Cadu de Lula registram 11% cada.
O percentual de indecisos também caiu nesse cenário. São 43% dos entrevistados que não sabem, não responderam ou ainda não indicaram um candidato, contra 57% na rodada anterior. Brancos e nulos somam 6%.
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A Quaest também simulou três possíveis disputas de segundo turno.
No primeiro cenário, Allyson aparece com 50% contra 30% de Cadu de Lula. Indecisos, não sabem ou não responderam somam 6%, enquanto 14% afirmam voto branco ou nulo.
Em agosto, os mesmos candidatos registravam 35% e 34%, respectivamente.
Na segunda simulação, Allyson tem 49% contra 27% de Álvaro Dias. O percentual de indecisos é de 5%, enquanto brancos e nulos chegam a 19%. No levantamento anterior, os números eram 35% para Allyson e 30% para Álvaro.
O terceiro cenário coloca Cadu de Lula e Álvaro Dias frente a frente. Cadu aparece com 39%, enquanto Álvaro registra 37%. Outros 5% não sabem ou não responderam e 19% afirmam voto branco ou nulo.
Em agosto, Cadu tinha 36% e Álvaro, 31%.
A saúde aparece novamente como o principal problema apontado pelos eleitores, mas com queda em relação à rodada anterior. O tema foi citado por 29%, contra 38% em agosto.
A violência aparece em segundo lugar, com 21%, praticamente no mesmo patamar anterior, quando registrou 20%. Na sequência estão infraestrutura, com 12%, e educação, com 7%.
Na avaliação sobre conhecimento e possibilidade de voto, Álvaro Dias apresenta 39% de rejeição, percentual dos entrevistados que afirmam conhecê-lo, mas dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Cadu de Lula aparece com 33%.
Allyson registra 20% de rejeição. Outros candidatos apresentam índices inferiores, mas também possuem percentuais elevados de eleitores que afirmam não conhecê-los.
Entre os principais nomes da disputa, Allyson tem 50% de potencial de voto, enquanto 30% dizem não conhecê-lo. Cadu registra 29% de potencial de voto e 38% afirmam não conhecê-lo. Álvaro aparece com 34% de potencial de voto e 27% de desconhecimento.
A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o governo Fátima Bezerra (PT). A desaprovação chegou a 61%, contra 30% de aprovação. Outros 9% não souberam ou não responderam.
Na avaliação geral da gestão, 47% classificam o governo como negativo, 26% como regular e 22% como positivo. Outros 5% não souberam ou não responderam.
O levantamento ainda perguntou se Fátima Bezerra merece eleger um sucessor. Para 30%, sim. Outros 62% disseram que não, enquanto 8% não souberam ou não responderam.
A Quaest entrevistou 804 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-01492/2026. O levantamento anterior, realizado em agosto, também ouviu 804 eleitores e tinha margem de erro de três pontos percentuais.