Política
Publicado em 24/08/2026, às 19h51 - Atualizado às 20h29 Reprodução Jussier Lucas
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24) mostra uma disputa apertada pelo Governo do Rio Grande do Norte. No cenário estimulado de primeiro turno, Allyson Bezerra (União) aparece na liderança, com 25% das intenções de voto, seguido por Cadu de Lula (PT), com 21%, e Álvaro Dias (PL), com 19%.
Na sequência, Rodrigo Bolsonaro (Agir) e Professor Robério Paulino (PSOL) aparecem com 2% cada. Dário Barbosa (PSTU) tem 1%, enquanto Henrique Lyra (PCO), Arinalda do MLB (UP) e Carlos Jararaca (DC) não pontuaram.
O levantamento foi encomendado pela Inter TV Cabugi e ouviu 804 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RN-00876/2026.
Além dos candidatos, 16% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam em quem pretendem votar. Outros 14% afirmaram que votariam em branco ou nulo.
A pesquisa também mostra que 66% dos eleitores consideram definitiva a escolha do candidato. Outros 34% afirmam que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
No levantamento espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Allyson aparece com 16%, enquanto Cadu de Lula e Álvaro Dias registram 10% cada. Outros nomes somam 1%, e 57% não souberam ou não responderam.
A Quaest também testou três cenários para um eventual segundo turno. No primeiro, Allyson aparece com 35% contra 34% de Cadu de Lula. Brancos e nulos somam 20%, enquanto 11% não souberam ou não responderam.
Em uma disputa entre Allyson e Álvaro Dias, o ex-prefeito de Mossoró registra 35%, contra 30% do ex-prefeito de Natal. Nesse cenário, 24% indicaram voto branco ou nulo e 11% não souberam ou não responderam.
Já no confronto entre Cadu de Lula e Álvaro Dias, o petista aparece com 36%, enquanto o candidato do PL tem 31%. Brancos e nulos somam 22%, e 11% não souberam ou não responderam.
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A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre o rumo que o próximo governador deveria dar à administração estadual. Para 48%, é necessário mudar totalmente o trabalho realizado atualmente. Outros 33% defendem mudanças apenas nos pontos considerados negativos, enquanto 15% preferem a continuidade da atual gestão.
A relação do próximo governador com o governo federal também foi avaliada. Entre os entrevistados, 40% disseram preferir um governador aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 36% preferem um governador independente, enquanto 17% optam por um aliado do senador Flávio Bolsonaro.
Sobre o impacto do apoio de Lula, 37% afirmaram que a manifestação do presidente aumenta a chance de votar em um candidato apoiado por ele. Para 40%, o apoio não muda a decisão, enquanto 20% disseram que diminui a chance de voto.
Em relação a Flávio Bolsonaro, 17% disseram que seu apoio aumenta a possibilidade de votar no candidato, 39% afirmaram que não muda nada e 42% disseram que diminui a chance de voto.
A saúde foi apontada como o principal problema do Rio Grande do Norte por 38% dos entrevistados. A violência aparece em segundo lugar, com 20%, seguida por corrupção, com 9%, e infraestrutura, com 5%.
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre os principais candidatos. Álvaro Dias apresenta a maior rejeição entre os três primeiros colocados, com 42% dos entrevistados afirmando que o conhecem, mas não votariam nele de jeito nenhum.
Cadu de Lula aparece com 26% de rejeição, enquanto Allyson registra 25%. O petista, porém, também tem o maior percentual de eleitores que ainda não o conhecem entre os três: 47%.
A Quaest também mediu a avaliação da atual gestão estadual. O governo da governadora Fátima Bezerra (PT) é aprovado por 43% dos entrevistados e desaprovado por 51%. Outros 6% não souberam ou não responderam.
Na avaliação geral, 41% consideram o governo negativo, 30% avaliam como regular e 27% como positivo.
Questionados se Fátima Bezerra merece eleger um sucessor, 55% responderam que não, enquanto 38% disseram que sim. Outros 7% não souberam ou não responderam.