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Política

Plenário do TSE deve julgar impasse entre ministros sobre suspensão do canal "Exército do Lula" no WhatsApp

O Tribunal Superior Eleitoral analisa a permanência do canal "Exército do Lula" no WhatsApp após divergências entre suas instâncias.  |  Foto: Luiz Roberto/TSE

Publicado em 12/10/2026, às 08h48   Foto: Luiz Roberto/TSE   Ranyere Fonseca

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá dar a palavra final sobre a permanência do canal "Exército do Lula" no WhatsApp. O julgamento colegiado decorre de um choque de decisões entre a Presidência da Corte e a Corregedoria-Geral Eleitoral em torno da suspensão cautelar da ferramenta de mensagens ligada à campanha governista.

O caso envolve divergências processuais sobre a competência para conceder medidas urgentes e a solidez das provas apresentadas para fundamentar a remoção do conteúdo.

Veja também: Apelo de Lula faz canal de Janones disparar e atingir 2 milhões no WhatsApp

Cronologia do conflito entre Nunes Marques e Cueva

A controvérsia teve início a partir de uma ação protocolada pela coligação de Flávio Bolsonaro (PL) contra André Janones, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.

O trâmite interno no tribunal registrou movimentações atípicas em curto intervalo de tempo:

O "fórum shopping" 

Em sua manifestação, o ministro Antonio Carlos Ferreira Cueva apontou preocupação com o risco de manobras jurídicas para a escolha de magistrados de ocasião, expediente conhecido no meio processual como forum shopping, ao notar a duplicidade de pedidos por caminhos institucionais diferentes dentro do mesmo tribunal.

Para que o tema seja pautado no plenário presencial ou virtual da Corte, a inclusão em pauta ainda depende de confirmação por parte de Kássio Nunes Marques. Os ministros deverão analisar a legalidade da intervenção administrativa da presidência em casos jurisdicionais, a suficiência das provas técnicas de dano eleitoral e as balizas para a concessão de liminares contra canais de transmissão nas eleições presidenciais.

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