Política
Publicado em 24/10/2026, às 10h35 Foto: Divulgação Ranyere Fonseca
A atriz Taís Araujo retornou aos palcos de Natal nesta sexta-feira (23) com o espetáculo "Mudando de pele", em apresentação única no Teatro Riachuelo. A peça, que marca a volta da artista ao teatro após anos e acumula cinco indicações ao Prêmio Shell, teve ingressos esgotados. No entanto, o encerramento da sessão ganhou forte repercussão nas redes sociais após circular um vídeo em que a plateia potiguar entoa coros com o nome do candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação política do público dialoga com o recente posicionamento da própria protagonista. Dias antes da apresentação na capital potiguar, Taís Araujo utilizou seus perfis oficiais para declarar voto no petista no segundo turno das eleições, marcado para este domingo (25). Em um vídeo direcionado aos seus seguidores, a atriz enfatizou a importância da democracia e da preservação dos direitos sociais, desvinculando o discurso de sua profissão para focar em sua vivência como cidadã.
No registro, a artista relembrou o contexto histórico de seu nascimento, ocorrido em 1978, período em que o Brasil ainda vivia sob o regime da ditadura militar e a população não tinha o direito de escolher diretamente o chefe do Executivo. “Não tô falando no meu lugar de artista e atriz. Falo como mãe, filha e eleitora", pontuou. Ela destacou que o direito ao sufrágio custou caro à sociedade brasileira, concluindo com a afirmação de que tem a obrigação de não deixar que direitos sejam retirados e cravando a escolha por Lula no dia 25.
Com texto da autora inglesa Amanda Wilkin e direção da premiada Yara de Novaes, "Mudando de pele" traz uma narrativa contemporânea sobre identidade, pertencimento e autodescoberta. A trama acompanha Mayah, uma mulher na casa dos 40 anos que, inconformada com as convenções sociais e identitárias impostas pelo cotidiano, inicia uma jornada de transformação motivada pelo encontro com outras mulheres.
O grande destaque da encenação é a mistura orgânica entre a dramaturgia e a música ao vivo. No palco, Taís Araujo divide a cena com as musicistas Dani Nega, responsável pela direção musical, e Layla, que executa instrumentos tradicionais ao vivo, como a kora, uma harpa originária da África Ocidental. A produção contou com time premiado nas coxias e teve a realização local em Natal assinada pela Bobox Produções.