Política
Publicado em 03/08/2026, às 17h14 Reprodução: Internet Jussier Lucas
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suspeita de tráfico de influência. Caso o pedido seja aceito, será a terceira investigação envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O novo pedido foi encaminhado ao STF após a autorização, na última semana, para que a PF investigasse Lulinha por supostos crimes de tráfico de influência e corrupção passiva em negociações ligadas ao Ministério da Saúde. A nova apuração tem como foco a suposta atuação em favor de empresas parceiras que mantêm contratos com o governo federal.
Segundo a investigação, uma empresa do setor de tecnologia teria firmado contratos que somam mais de R$ 55,7 milhões com órgãos federais. A suspeita é de que Lulinha tenha utilizado sua influência e o vínculo familiar com o presidente da República para facilitar negociações e investimentos.
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A empresa citada pela Polícia Federal foi criada em 2019 e possui sede em Florianópolis. Entre os contratos firmados com o poder público está um acordo celebrado com o Centro Integrado de Telemática do Exército, iniciado em 2022 e posteriormente ampliado por meio de aditivo contratual.
Em nota enviada à imprensa, a defesa de Lulinha negou qualquer irregularidade e afirmou que o filho do presidente está sendo alvo de perseguição em razão de seu sobrenome. O advogado Marco Aurélio de Carvalho criticou a atuação de setores da Polícia Federal e classificou as investigações como uma "pesca probatória", alegando que não haveria elementos suficientes para justificar novas apurações.
Além do pedido mais recente, Lulinha já é investigado em outros dois inquéritos autorizados pelo STF. Um deles apura suposta atuação para favorecer interesses ligados ao Ministério da Saúde, envolvendo negociações relacionadas à comercialização de cannabis medicinal. O outro investiga possíveis articulações com empresários em negociações envolvendo a Dataprev.
As suspeitas surgiram durante as investigações da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal decidir se autoriza ou não a abertura do novo inquérito solicitado pela Polícia Federal.