Política
Publicado em 22/09/2026, às 10h44 Divulgação/TSE Lavínia Manso
O aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, registrou 616 denúncias de possíveis irregularidades na propaganda eleitoral no Rio Grande do Norte até a manhã desta terça-feira (22). Os registros foram feitos em 64 municípios potiguares e envolvem diferentes tipos de propaganda e cargos em disputa nas Eleições Gerais de 2026. A ferramenta é utilizada para encaminhar à Justiça Eleitoral informações sobre possíveis infrações.
Natal concentra o maior número de registros, com 194 denúncias. Mossoró aparece em seguida, com 142 ocorrências, enquanto Lajes ocupa a terceira posição, com 53. Parnamirim completa o grupo dos municípios com maior quantidade de registros, com 31 denúncias.
Entre os cargos mencionados nas denúncias, deputado estadual aparece na liderança, com 210 registros. Na sequência estão deputado federal, com 165, governador, com 118, partido, coligação ou federação, com 79, senador, com 31, presidente, com 12, e vice-governador, com uma denúncia.
Natal: 194
Mossoró: 142
Lajes: 53
Parnamirim: 31
Ceará-Mirim: 14
Bom Jesus: 12
São Gonçalo do Amarante: 10
Bento Fernandes: 9
Extremoz: 9
Pau dos Ferros: 8
As denúncias relacionadas a vias públicas aparecem como o principal tipo de irregularidade registrado no Rio Grande do Norte. Na sequência, estão ocorrências envolvendo bens particulares, carro de som, mini trio e trio elétrico, bens públicos e propaganda na internet.
O Pardal Móvel é um aplicativo gratuito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) criado para permitir que eleitoras e eleitores comuniquem à Justiça Eleitoral possíveis irregularidades na propaganda eleitoral. O sistema está disponível para smartphones e tablets e foi regulamentado para as Eleições Gerais de 2026 pela Portaria TSE nº 451/2026.
O sistema é dividido em três módulos:
Pardal Móvel: aplicativo gratuito disponível nas plataformas Google Play e App Store;
Pardal ADM: ambiente de uso exclusivo da Justiça Eleitoral para gestão dos dados das denúncias;
Pardal Web: plataforma destinada ao acompanhamento das estatísticas dos registros.
Para registrar uma ocorrência, o usuário precisa se identificar por meio do e-Título ou Gov.br. A Justiça Eleitoral prevê proteção dos dados de quem realiza a denúncia. Também é possível anexar fotos, vídeos, áudios e endereços eletrônicos relacionados ao caso.
Depois do envio, o sistema gera um número de protocolo para que o cidadão possa acompanhar a ocorrência. O Pardal também realiza uma classificação preliminar dos registros, incluindo denúncias relacionadas à propaganda eleitoral irregular na internet e outras modalidades.
O aplicativo não substitui todos os canais de denúncia da Justiça Eleitoral. Quando o conteúdo relatado não está dentro do escopo do Pardal, o usuário pode ser direcionado para outras ferramentas, como o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE) ou para o Ministério Público Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral orienta que denúncias sobre urnas eletrônicas, processo eleitoral e determinadas situações de desinformação sejam encaminhadas pelo SIADE.
*Com informações do g1 RN