Política

Onda de repúdio: autoridades e lideranças se manifestam após ataque a vereador em Mossoró

Líderes de diferentes partidos se manifestam nas redes sociais, exigindo investigações rigorosas e respostas rápidas das autoridades  |  Cláudio Júnior/Câmara Municipal de Mossoró

Publicado em 16/06/2026, às 11h32   Cláudio Júnior/Câmara Municipal de Mossoró   Malu Machado

O atentado a tiros sofrido pelo vereador Cabo Deyvison (PL) e que resultou na morte de seu cinegrafista, Allyson Diego, na noite desta segunda-feira (15), provocou uma reação imediata na classe política do Rio Grande do Norte

Líderes de diferentes lados políticos, da esquerda à direita, foram às redes sociais manifestar indignação, cobrar respostas rápidas das forças de segurança e exigir a apuração rigorosa do crime.

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Mobilização em Mossoró e pedido de federalização 

O presidente do PL de Mossoró, Jorge do Rosário, acompanhou de perto a situação no hospital ao lado do vereador Jailson Nogueira (PL) e do ex-vereador Cabo Tony. Demonstrando profunda indignação, Jorge cobrou ações enérgicas do Governo do Estado: “Mossoró e o Rio Grande do Norte não podem continuar com essa situação de insegurança”.

Pela gravidade do caso, o ex-vereador Cabo Tony defendeu que a investigação saia da esfera exclusivamente estadual:

O atentado teve como alvo uma autoridade política do município em pleno exercício de suas funções. Por isso, defendemos a participação da Polícia Federal na apuração do caso."

O que dizem os líderes e pré-candidatos ao Governo

O cenário de pré-candidatura ao Governo do Estado fez com que os principais nomes do RN se posicionassem de forma contundente:

Atentado ocorre em meio a forte polarização em Mossoró

O atentado contra Cabo Deyvison acontece em um momento de extrema sensibilidade política no segundo maior município do estado. Primeiro mandato na Câmara de Mossoró, o parlamentar vinha intensificando sua atuação como um dos principais opositores da prefeitura, subindo o tom em cobranças sobre contratos de locação de imóveis, aditivos em obras públicas e despesas com grandes eventos municipais. 

Em entrevistas recentes, o vereador afirmava estar reunindo notas fiscais e relatórios que apontariam indícios de superfaturamento na gestão para serem entregues formalmente aos órgãos de controle.

Essa disputa política ganhou contornos ainda mais rígidos no início deste ano, após a deflagração da Operação Mederi pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU), voltada a apurar supostos desvios de recursos na saúde pública da região. Embora os processos investigativos sigam em andamento e sem conclusões definitivas, o episódio aprofundou as divisões na bancada local. 

Enquanto governistas ressaltam a lisura da administração e defendem a presunção de inocência, a oposição passou a pressionar por maior prestação de contas, cenário no qual o vereador assumiu protagonismo ao liderar pedidos de documentos e tentar articular a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara.

Em paralelo ao forte embate fiscal, a trajetória recente do parlamentar foi marcada por uma intensa movimentação partidária. Eleito originalmente em 2024 pelo MDB, o parlamentar rompeu publicamente com a sigla devido a divergências sobre o posicionamento do partido diante das denúncias na cidade. Após buscar sua desfiliação por justa causa sob alegação de incompatibilidade política, ele oficializou em março sua entrada no PL

Com a mudança de legenda, o ex-policial militar, que atuou por mais de 13 anos na corporação, consolidou seu espaço no bloco de oposição no Rio Grande do Norte e mirava a ampliação de sua projeção eleitoral com foco em uma pré-candidatura para a Câmara Federal.

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