Política
Publicado em 05/10/2026, às 11h45 Reprodução: Internet Redação
O resultado do primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4), encerrou a trajetória de diversos nomes tradicionais da política brasileira no Congresso Nacional. Entre os derrotados estão senadores com décadas de atuação, ex-governadores, ex-ministros e antigos presidentes das duas Casas legislativas.
A disputa também interrompeu as tentativas de retorno ao Senado de políticos que já ocuparam cargos de destaque no cenário nacional. Alguns parlamentares não conseguiram renovar os mandatos, enquanto outros buscavam voltar ao Legislativo depois de períodos fora de cargos eletivos.
Entre os nomes que deixarão o Senado está Randolfe Rodrigues (PT-AP). Senador desde 2011 e líder do governo no Congresso desde 2023, ele disputava uma das duas vagas do Amapá, mas não conseguiu permanecer na Casa.
No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também ficou fora das duas vagas em disputa. Senador desde 2011, ele foi ministro-chefe da Casa Civil durante o governo Jair Bolsonaro (PL) e ocupa a presidência nacional do Progressistas.
Outro nome de grande peso que não conseguiu renovar o mandato foi Renan Calheiros (MDB-AL). Senador desde 1995 e ex-presidente do Senado, ele deixará o Congresso após mais de 30 anos de atuação na Casa.
Também foram derrotados os senadores Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e Esperidião Amin (PP-SC).
Amin possui uma das trajetórias políticas mais longas entre os derrotados. Sua carreira começou ainda na década de 1970 e inclui passagens pelo governo de Santa Catarina, Prefeitura de Florianópolis, Câmara dos Deputados e Senado Federal.
Ex-senadores tentavam voltar à Casa
O primeiro turno também impediu o retorno ao Senado de políticos que já tiveram papel de destaque na política nacional.
Em Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) não conseguiu uma das vagas. O atual deputado federal encerra o mandato na Câmara neste ano e buscava retornar ao Senado, onde já havia exercido mandato.
Ex-governador de Minas Gerais e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aécio também foi senador e disputou a Presidência da República em 2014.
Tebet e Marina ficam fora no Senado por São Paulo
Em São Paulo, duas ex-ministras do governo Lula não conseguiram chegar ao Senado. Simone Tebet (PSB) terminou com 19,23% dos votos, enquanto Marina Silva (Rede) obteve 18,12%.
As duas vagas ficaram com Guilherme Derrite (PP), que recebeu 30,59%, e André do Prado (PL), com 29,28%.
Tebet foi ministra do Planejamento e Orçamento no governo Lula. Marina Silva ocupou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Gleisi e Roseana Sarney também são derrotadas
No Paraná, a ex-ministra e ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann (PT) tentou retornar ao Senado, onde exerceu mandato entre 2011 e 2019, mas não conseguiu uma das vagas.
Gleisi também foi ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais durante o governo Lula e presidiu o Partido dos Trabalhadores.
No Maranhão, Roseana Sarney (MDB) também não conseguiu voltar ao Senado. Filha do ex-presidente José Sarney, ela foi governadora do Estado por quatro mandatos e já exerceu mandato de senadora.
Benedita da Silva fica fora do Senado
No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) também não conseguiu uma vaga no Senado.
Ex-governadora, ex-senadora e ex-ministra, Benedita participou da Assembleia Nacional Constituinte e atualmente exerce mandato de deputada federal, que será encerrado ao fim deste ano.
Paulo Pimenta não consegue vaga pelo Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, o deputado federal e ex-ministro Paulo Pimenta (PT) também tentou chegar ao Senado, mas ficou fora das duas vagas.
Pimenta terminou atrás de Sanderson (PL), Marcel van Hattem (Novo) e Manuela d’Ávila (PSOL). Sanderson e Van Hattem foram eleitos.
Ex-ministros também ficam fora da Câmara
A renovação provocada pelas urnas também atingiu nomes que tentavam conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Em São Paulo, José Dirceu (PT) voltou a disputar uma eleição em 2026 depois de ter exercido mandato de deputado federal e ocupado o cargo de ministro-chefe da Casa Civil. O petista, porém, não conseguiu se eleger.
Em Goiás, Delúbio Soares (PT), ex-tesoureiro nacional do partido, também tentou retornar à política institucional por meio de uma candidatura à Câmara dos Deputados, mas ficou fora do Congresso.
Resultado muda composição da política nacional
A lista de derrotados reúne políticos de diferentes gerações e correntes partidárias. O resultado do primeiro turno representa a saída de nomes que, durante décadas, ocuparam posições relevantes no Congresso e em governos estaduais e federais.
Além das mudanças provocadas pelas novas bancadas eleitas, o resultado também encerra ou interrompe a trajetória parlamentar de figuras que já ocuparam cargos como ministros, governadores, presidentes do Congresso e candidatos à Presidência da República.