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Política

Moraes manda incluir Eduardo Bolsonaro em banco de mandados de prisão após condenação definitiva

Ministro do STF determina início da pena após trânsito em julgado, com Eduardo Bolsonaro condenado por coação no processo  |  Victor Piemonte / STF

Publicado em 08/10/2026, às 20h03   Victor Piemonte / STF   Jussier Lucas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (8) o início do cumprimento da pena do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime inicial semiaberto. A decisão foi tomada após o processo transitar em julgado, ou seja, sem possibilidade de novos recursos.

Além de ordenar a execução da pena, Moraes determinou a expedição de um mandado de prisão e a inclusão do nome do ex-deputado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões. O ministro também mandou cancelar todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo.

O ex-parlamentar foi condenado em junho, por unanimidade, pela Primeira Turma do STF, pelo crime de coação no curso do processo. Ele vive atualmente nos Estados Unidos, e a expedição do mandado não significa que tenha sido preso naquele país.

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Condenação prevê multa e perda de cargo público

Segundo o entendimento da Primeira Turma do STF, Eduardo Bolsonaro utilizou sua condição de deputado federal para atuar nos Estados Unidos com o objetivo de pressionar autoridades estrangeiras contra integrantes do Judiciário brasileiro e interferir no andamento da ação penal que envolvia seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A pena estabelecida é de quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, além de 50 dias-multa. Cada dia-multa foi fixado em dois salários mínimos.

A decisão também determinou a perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal ocupado por Eduardo Bolsonaro e a comunicação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os efeitos da condenação.

Defesa tentou reverter condenação

Durante o processo, a defesa do ex-deputado, representada pela Defensoria Pública da União (DPU), pediu a absolvição e argumentou, entre outros pontos, que as manifestações dele estavam protegidas pela liberdade de expressão.

Os recursos apresentados após a condenação foram rejeitados pela Primeira Turma do STF. Com o trânsito em julgado em 3 de outubro, a decisão tornou-se definitiva, permitindo o início da execução da pena.

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TagsStfEduardo bolsonaroBanco nacional de monitoramento de prisões