Política
Publicado em 21/06/2026, às 16h11 Foto: STF Ranyere Fonseca
A Copa do Mundo de 2026, realizada em solo americano, tem sido acompanhada à distância por boa parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo informações da coluna de Andreza Matais, no portal Metrópoles, o motivo central por trás da ausência dos magistrados nos estádios dos Estados Unidos é o temor de enfrentar barreiras imigratórias ou constrangimentos em portos de entrada.
O receio é um efeito colateral direto das tensões diplomáticas e sanções impostas no ano passado pelo governo de Donald Trump a autoridades brasileiras. Mesmo com a retirada da sanção específica contra o ministro Alexandre de Moraes, ocorrida em dezembro após gestões diplomáticas do governo Lula, o clima entre os membros da Corte permanece de sobriedade. A preocupação é que o histórico recente de medidas restritivas de vistos possa gerar entraves burocráticos desnecessários ou episódios de exposição negativa em aeroportos.
A instabilidade não afeta todos da mesma maneira. De acordo com o cenário levantado, apenas os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques teriam ficado de fora das medidas restritivas impostas pelo governo americano no passado, possuindo maior tranquilidade para trânsito internacional.
O ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF, já havia se manifestado publicamente sobre o tema, classificando o cancelamento ou a restrição de vistos como um procedimento "desagradável" e "injusto". Apesar de reconhecer a prerrogativa soberana dos Estados Unidos em controlar suas fronteiras, o desconforto com a possibilidade de ser barrado ou questionado em um ambiente de imigração pesa mais do que o desejo de acompanhar o Mundial de perto. Assim, o STF mantém sua rotina de julgamentos em Brasília, preferindo assistir aos jogos do Brasil pela televisão, longe dos holofotes e das possíveis turbulências das imigrações americanas.