Política
Publicado em 22/11/2025, às 18h48 Valter Campanato/Agência Brasil Leonardo Silva
Após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado (22), ministros do Governo Federal se pronunciaram favoráveis à decisão do ministro da Suprema Corte, Alexandre de Moraes.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, disse que a prisão de Bolsonaro segue rigorosamente os ritos do devido processo legal observado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em cada etapa da ação penal contra a tentativa de golpe de estado no Brasil.
“A decisão do ministro Alexandre de Moraes está fundamentada nos riscos reais de fuga do chefe da organização golpista, na iminência do trânsito em julgado de sua condenação para cumprimento da pena”.
Segundo ela, Moraes também levou em conta os antecedentes de um processo marcado por violentas tentativas de coação da Justiça, como o tarifaço e as sanções da Magnitsky. “Na democracia, a Justiça se cumpre”, concluiu a ministra.
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro segue rigorosamente os ritos do devido processo legal, observado pelo Supremo Tribunal Federal e pela Procuradoria-Geral da República em cada etapa da ação penal contra a tentativa de golpe de estado no Brasil. A decisão do ministro Alexandre…
— Gleisi Hoffmann (@gleisi) November 22, 2025
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, também nas redes sociais, disse que “ninguém está acima da democracia”.
“Ninguém pode trair a pátria impunemente. Que a prisão de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado represente um grande marco para nossa história: Ditadura nunca mais!”, disse Boulos.
O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22) e encaminhado para a Superintendência da PF, onde deverá permanecer em uma sala de Estado, um espaço reservado para autoridades, como ex-presidentes da República e outras figuras de alta representação.
Na decisão que motivou a prisão preventiva do ex-presidente, Moraes justifica o rompimento da tornozeleira e a manifestação convocada pelo senador e, também filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro.
"A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho", disse o ministro na decisão.
Em nota, a PF informou que cumpriu mandado de prisão preventiva solicitado pela própria PF e autorizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).