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Política

Ministro do TSE determina que suspensão do canal "Exército do Lula" só poderá ser decidida pelo plenário

Ministro do TSE determina que bloqueios ao canal de Lula precisam de aprovação do plenário da Corte.  |  Foto: divulgação

Publicado em 24/10/2026, às 08h31   Foto: divulgação   Ranyere Fonseca

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal de WhatsApp "Exército do Lula" não poderá sofrer novas restrições ou suspensões por decisões monocráticas (individuais). A partir de agora, qualquer bloqueio à ferramenta de comunicação da campanha petista precisará ser avaliado e referendado pelo plenário da Corte.

A determinação atende a um mandado de segurança preventivo impetrado pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A movimentação jurídica ocorreu um dia após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, solicitar à Meta (empresa dona do WhatsApp) um relatório técnico sobre o funcionamento do canal. A checagem foi um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o grupo, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), de promover manipulação coordenada em buscas no Google.

Regras de punição e reunião com big techs

Em sua decisão, Floriano de Azevedo Marques argumentou que a fiscalização administrativa das regras de integridade eleitoral não pode resultar em sanções diretas — como a derrubada de canais com milhões de inscritos — sem passar pelo crivo do colegiado.

Em paralelo ao despacho, a Presidência do TSE realizou reuniões nesta sexta-feira com executivos da Meta, TikTok e Kwai para alinhar a atuação das redes na reta final da disputa. Nunes Marques cobrou tratamento isonômico às candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro e pediu reforço nas equipes de moderação para o cumprimento ágil da legislação. O tribunal também divulgou nota oficial negando ter emitido qualquer ordem recente de exclusão contra o canal petista.

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TagsAndré janonesEleições 2026Exercito do Lula