Política
Publicado em 09/12/2025, às 13h34 Reprodução/Montagem/Agora RN Giovana Gurgel
O deputado federal Fernando Mineiro (PT) defendeu que o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), seja o nome escolhido pela Assembleia Legislativa em uma eventual eleição indireta para “mandato tampão” no Governo do Rio Grande do Norte, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice Walter Alves (MDB) renunciem em 2026.
A hipótese surgiu diante das especulações de que Walter poderia não assumir o governo após a saída de Fátima, prevista para abril, quando ela deve deixar o cargo para disputar o Senado.
Segundo decisão do STF, se governadora e vice renunciarem, deve ser realizada nova eleição, direta ou indireta, para escolher um governador até 31 de dezembro de 2026. A tendência no RN é que a escolha seja indireta, pelos 24 deputados estaduais.
Até a eleição, quem assume é o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB). Se ele recusar, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ibanez Monteiro, assumiria.
Mineiro disse que defenderá o nome de Cadu Xavier caso o processo seja aberto. Segundo ele, a candidatura do secretário demonstraria que não existe “bomba fiscal” no Estado, como aponta a oposição. Cadu poderia disputar a reeleição em 2026 mesmo ocupando o cargo.
Apesar da defesa, Mineiro afirmou não acreditar que a renúncia coletiva acontecerá. Disse ainda ter conversado com Walter Alves, que reconheceu estar “preocupado” com projeções fiscais, mas não confirmou qualquer decisão sobre assumir ou não o governo.
Mineiro rejeitou a ideia de que o RN vive risco fiscal e comparou o cenário atual ao fim do governo Robinson Faria, em 2018. Ele lembrou que, à época, havia quatro folhas salariais em atraso e déficit superior a R$ 3 bilhões.
Segundo o deputado, o déficit projetado para 2026 - cerca de R$ 1,5 bilhão - é menor e semelhante ao de outros estados. Ele destacou salários em dia, investimentos retomados e melhora de indicadores sociais.
O deputado avaliou que a eleição de 2026 no RN será marcada pelo confronto entre os projetos representados por Lula e Bolsonaro, classificando Allyson Bezerra (União) e Rogério Marinho (PL) como nomes do “campo conservador”. Para Mineiro, Cadu Xavier representa o projeto progressista no Estado.
Sobre a chapa da Federação Brasil da Esperança para a Câmara Federal, Mineiro defendeu uma composição com nomes capazes de atrair eleitores fora do núcleo tradicional da esquerda. Ele criticou disputas internas por votos e disse que ampliar a bancada depende de conquistar novos públicos.