Política
Publicado em 03/10/2026, às 13h09 Foto: Agência Brasil Ranyere Fonseca
A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir o funcionamento de todas as plataformas de apostas on-line (bets) no Brasil tem o aval da maioria da população, segundo um levantamento divulgado neste sábado (3).
A pesquisa realizada pelo instituto PoderData/Aya mostra que a medida divide opiniões, mas encontra respaldo em mais da metade do eleitorado, em meio a debates judiciais e impactos diretos na economia dos clubes de futebol.
O levantamento ouviu 4.000 eleitores em todo o país e perguntou diretamente se a população aprova ou desaprova a determinação de encerramento dos jogos on-line.
Os números revelam como a sociedade reagiu à medida assinada na última semana.
Apoio majoritário: 52% dos entrevistados disseram aprovar a proibição total das plataformas de apostas esportivas e jogos virtuais (como o "Jogo do Tigrinho");
Os que são contra: 31% dos eleitores desaprovam a medida do governo federal;
Indecisos: outros 18% não souberam ou não quiseram responder à pergunta da pesquisa.
A proibição foi implementada por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada no dia 25 de setembro. O governo justificou a ação apontando que o vício em apostas custa cerca de R$ 38,8 bilhões por ano ao país e está gerando alto endividamento das famílias.
A validade da regra ainda depende de aprovação política e enfrenta resistência na Justiça.
Prazos para os apostadores: quem possui dinheiro nas plataformas tem até a próxima segunda-feira (5) para sacar os valores, pois os sites deverão sair do ar no dia 6 de outubro;
Desdobramentos no Congresso: por ser uma MP, o texto já está em vigor, mas precisa ser aprovado por deputados e senadores em até 120 dias para não perder a validade;
Batalha no STF: associações que representam as empresas de jogos acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) alegando inconstitucionalidade. O ministro Luiz Fux deve decidir nos próximos dias se concede uma liminar imediata para proteger os clubes de futebol, que podem ter seus campeonatos paralisados devido ao fim abrupto dos patrocínios milionários.