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Política

Lula usa pronome masculino ao citar Erika Hilton durante discurso no Rio

Durante cerimônia de lançamento de medalhas, Lula confunde gênero ao mencionar deputada trans Erika Hilton, gerando repercussão nas redes sociais.  |  Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Publicado em 18/01/2026, às 18h03   Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil   Mayane Lins

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Durante um discurso na cerimônia de lançamento das medalhas comemorativas pelos 90 anos do salário mínimo, realizada na última sexta-feira (16), na Casa da Moeda, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se referiu à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) utilizando o pronome masculino. A fala ocorreu enquanto o presidente abordava os riscos do uso indevido da inteligência artificial, especialmente na manipulação de imagens.

Veja o trecho: 

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Ao exemplificar os perigos da tecnologia, Lula mencionou a deputada ao descrever uma situação hipotética envolvendo a criação de imagens falsas. No trecho, ele utilizou o pronome “ele” ao se referir a Erika Hilton, que é uma mulher trans. O momento foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais.

No mesmo discurso, o presidente também fez comentários sobre a popularidade de influenciadores digitais no Brasil e ironizou o número de seguidores de personalidades que, segundo ele, produzem conteúdos considerados superficiais. Nesse contexto, citou o ex-presidente Jair Bolsonaro ao mencionar perfis com grande alcance nas redes sociais.

A fala de Lula gerou reação online, sobretudo porque Erika Hilton já foi alvo de episódios semelhantes anteriormente. A deputada moveu ações judiciais contra parlamentares e influenciadores que, segundo ela, utilizaram pronomes masculinos de forma intencional. Entre os casos estão processos contra os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG), Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além de uma ação contra a ativista Isabella Cêpa.

As ações judiciais movidas pela parlamentar pedem indenizações que variam de R$ 20 mil a R$ 5 milhões. Em decisões recentes, o Supremo Tribunal Federal analisou parte dessas demandas e entendeu que o uso do pronome masculino, por si só, não configura crime, considerando critérios jurídicos e científicos adotados pela Corte.

Até a última atualização desta matéria, a deputada Erika Hilton não havia se manifestado publicamente sobre a declaração feita pelo presidente da República durante o evento no Rio de Janeiro.

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