Política
Publicado em 20/10/2026, às 07h02 Ricardo Stuckert Lavínia Manso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), afirmou nesta segunda-feira (19), durante um ato de campanha em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que a eleição de 2026 será sua última disputa nas urnas. Em conversa com jornalistas, o presidente disse que pretende defender sua trajetória dos ataques do adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), e voltou a cobrar que ele autorize a abertura dos próprios sigilos bancário e telefônico.
Lula anunciou que apresentará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (20), uma autorização para a abertura de seus sigilos e dos cinco filhos. Segundo o presidente, a iniciativa também deve abranger os dados bancários e telefônicos dos familiares.
Foram citados Marcos Cláudio dos Santos, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, Sandro Luís, Luís Cláudio e Lurian Cordeiro Lula da Silva. Aos 80 anos, o presidente vinculou o anúncio à reação às acusações feitas durante a campanha.
A exigência dirigida a Flávio Bolsonaro já havia sido apresentada no debate da Band, realizado no domingo (18). Na ocasião, Lula pediu que o concorrente também autorizasse o acesso aos dados bancários e telefônicos.
Ao comentar o encontro, o presidente criticou o adversário por exibir a palavra “corrupto” escrita na mão. Lula reagiu com acusações contra Flávio e a família Bolsonaro e afirmou que o candidato deveria demonstrar honestidade por meio da abertura dos sigilos.
A declaração sobre encerrar as disputas eleitorais foi feita em meio à campanha do segundo turno. Conforme o anúncio de Lula, a autorização referente a ele e aos filhos será encaminhada ao TSE nesta terça-feira (20).