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Política

Lula desembarca no Paraguai; entenda acordo do Mercosul que pode facilitar entrada de brasileiros no bloco

Líderes do Mercosul se reúnem para discutir acordos de integração e segurança, incluindo uso da Carteira de Identidade Nacional  |  Reprodução internet

Publicado em 30/06/2026, às 11h48   Reprodução internet   Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta terça-feira (30) em Assunção, no Paraguai, para participar da 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercado Comum do Sul (Mercosul). A reunião reúne líderes dos países-membros e associados para discutir ações voltadas à integração regional, ao fortalecimento do comércio e à cooperação entre os governos.
Um dos principais temas da agenda é a assinatura de um acordo que permitirá o uso da Carteira de Identidade Nacional (CIN) como documento de entrada nos países do bloco.
O encontro também prevê a formalização de um protocolo para reconhecimento mútuo de sistemas de identificação e autenticação eletrônica entre os países integrantes. A proposta busca ampliar a integração digital, aproximando plataformas como o Gov.br dos serviços utilizados pelas demais nações do Mercado Comum do Sul (Mercosul).
Segundo o Palácio do Planalto, a cúpula discutirá ainda iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, à ampliação das relações comerciais e ao fortalecimento das políticas sociais entre os países participantes.
Mercosul concentra grande parte da economia sul-americana
Dados divulgados pela Presidência da República mostram que o Mercado Comum do Sul (Mercosul) reúne cerca de 73% do território da América do Sul, aproximadamente 65% da população da região e responde por cerca de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) sul-americano.
Em 2025, as exportações brasileiras para os países do bloco somaram quase US$ 26 bilhões, o equivalente a 7,5% do total das vendas externas do Brasil. Já o comércio do Mercado Comum do Sul (Mercosul) com o restante do mundo movimentou US$ 757 bilhões no período.
Nos quatro primeiros meses de 2026, a corrente de comércio extrazona alcançou US$ 247,3 bilhões, resultado 8% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado, conforme dados do governo federal.
Segurança e investimentos estão entre as prioridades
Durante a reunião, o governo brasileiro apresentará uma proposta de pacto regional para reforçar o combate ao feminicídio e à violência contra as mulheres. A iniciativa integra as ações da Estratégia Mercado Comum do Sul (Mercosul) contra o Crime Organizado Transnacional, considerada prioritária pelos países do bloco.
Outro anúncio previsto é o aumento da contribuição do Brasil ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercado Comum do Sul (Focem), mecanismo criado para financiar projetos de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e iniciativas sociais nos países integrantes.
Atualmente, o Mercado Comum do Sul (Mercosul) é formado por Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia, que está em processo de adesão. A Venezuela permanece suspensa, enquanto Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname participam como Estados associados.

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