Política
Publicado em 16/05/2026, às 10h55 Foto: Reprodução Mayane Bezerra
A decisão foi tomada pelo desembargador federal Rogério Fialho Moreira após relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar movimentações consideradas atípicas de R$ 65 milhões.
As apurações envolvem contratos firmados por prefeituras potiguares com empresas do setor farmacêutico. Entre os municípios citados estão Mossoró, Tibau e Serra do Mel.
Segundo o relator, há elementos nos autos que justificam a permanência da investigação no TRF-5, incluindo a possibilidade de envolvimento de agentes públicos com prerrogativa de foro. O magistrado também destacou que o Ministério Público Federal já havia concordado anteriormente com medidas cautelares no mesmo processo.
O inquérito tem como base relatórios do Coaf que apontam movimentações financeiras consideradas atípicas. Uma das empresas investigadas teria movimentado mais de R$ 65 milhões entre 2018 e 2023.
A investigação também atinge diretamente o contexto da gestão do ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra (União Brasil), além de outras prefeituras do estado.
No âmbito da Operação Mederi, a Polícia Federal investiga um suposto esquema envolvendo repasses e movimentações financeiras ligados a contratos públicos no Rio Grande do Norte.
Segundo a PF, entre maio e outubro de 2024, uma das empresas investigadas teria recebido cerca de R$ 8,15 milhões em recursos públicos, com parte dos valores movimentada em espécie.
A apuração inclui análise de escutas, quebras de sigilo e mensagens de aplicativo. Em uma das gravações, há referência a uma suposta divisão de valores atribuída a interlocutores ligados ao contexto investigado, incluindo menção ao ex-prefeito Allyson Bezerra.
A Polícia Federal também identificou padrões de saques fracionados, movimentações em espécie abaixo do limite de comunicação obrigatória e uso de terceiros em parte das transações investigadas.
O caso segue sob supervisão do TRF-5.