Política
Publicado em 14/08/2026, às 09h43 Reprodução: Internet Redação
Uma parcela de R$ 65,2 milhões começa a circular na economia do Rio Grande do Norte a partir desta sexta-feira (14), com o pagamento antecipado de 40% do 13º salário para 20.743 servidores estaduais ativos.
Os recursos serão destinados a funcionários de sete órgãos e entidades que contam com receitas próprias.
De acordo com o Governo do Estado, os valores deverão ser creditados nas contas bancárias ao longo da manhã.
O montante exato da operação é de R$ 65.213.144,50, o que representa uma média aproximada de R$ 3,14 mil por servidor, embora o valor recebido por cada funcionário varie conforme a remuneração.
Sete órgãos estão incluídos
A antecipação contempla servidores ativos da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Rio Grande do Norte (Arsep), Departamento Estadual de Imprensa (DEI), Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (Ipern) e Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (Seec).
Entre as estruturas beneficiadas, a Seec possui a maior abrangência por concentrar a rede estadual de ensino. O governo, entretanto, não divulgou quanto do total será destinado a cada órgão nem como os 20.743 servidores estão distribuídos entre as instituições.
Também não foram apresentados, no anúncio desta quinta-feira (13), detalhes sobre as próximas etapas do calendário para servidores de órgãos que dependem diretamente dos recursos do Tesouro Estadual.
Aposentados ainda não aparecem nesta etapa
O comunicado divulgado pelo Governo do Estado também não detalhou quando ocorrerá a antecipação para aposentados e pensionistas que não estejam contemplados nesta primeira fase.
O critério adotado nesta sexta-feira está relacionado à existência de receitas próprias nas estruturas incluídas no pagamento. Órgãos como Detran, Idema, Ipem e Ipern possuem fontes de recursos vinculadas às atividades que desenvolvem, além das dotações e transferências previstas no orçamento estadual.
Com isso, o Estado consegue realizar a antecipação sem concentrar integralmente o desembolso sobre o caixa do Tesouro em um único momento.
Parcela restante será paga posteriormente
Os R$ 65,2 milhões representam somente 40% da gratificação natalina dos servidores beneficiados. A outra parte do 13º deverá ser quitada conforme o calendário estabelecido pelo Governo do Estado.
A antecipação permite que as famílias tenham acesso a uma renda adicional antes do período tradicional de pagamento da gratificação, normalmente concentrado nos últimos meses do ano.
Os recursos podem ser utilizados para diferentes finalidades, como consumo, pagamento de dívidas, antecipação de despesas ou formação de reserva financeira.
Dinheiro chega antes da reta final do ano
A antecipação também produz um efeito sobre a economia potiguar ao deslocar para agosto parte de uma renda que tradicionalmente chega com maior intensidade no fim do ano.
O impacto tende a alcançar principalmente comércio e serviços, setores diretamente influenciados pelo aumento da renda disponível das famílias. A intensidade desse movimento, porém, dependerá de como os servidores utilizarão os valores recebidos.
Parte do dinheiro pode retornar imediatamente ao mercado por meio do consumo. Outra parcela pode ser destinada à quitação ou renegociação de dívidas, enquanto alguns beneficiários podem optar por guardar ou investir os recursos.
Medida ajuda no planejamento do caixa
Do ponto de vista fiscal, a antecipação precisa ser compatibilizada com as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), além da disponibilidade orçamentária e financeira do Estado.
A utilização de receitas próprias pelos órgãos contemplados permite distribuir ao longo do ano uma despesa que, tradicionalmente, ganha maior peso nos últimos meses. Isso reduz a concentração de desembolsos em um período no qual o governo também precisa arcar com a folha regular, o restante do 13º e outras obrigações.
O planejamento ganha importância justamente na reta final do exercício, quando aumentam as despesas e a administração estadual precisa preservar recursos suficientes para cumprir os compromissos previstos no orçamento.