Política
Publicado em 14/08/2026, às 08h42 Reprodução: Internet Redação
O Governo do Rio Grande do Norte prepara uma nova estratégia para enfrentar o desequilíbrio da Previdência estadual. A governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou nesta quinta-feira (13) que uma proposta de reestruturação está sendo elaborada por uma força-tarefa do Executivo e deverá ser encaminhada ao Poder Judiciário.
A discussão ocorre em paralelo à garantia dada pela governadora de que a folha salarial continuará sendo paga dentro do prazo até o encerramento de sua gestão.
Segundo Fátima, aproximadamente 100 mil servidores estaduais vêm recebendo os salários até o quinto dia de cada mês.
Ao antecipar detalhes do plano previdenciário durante entrevista ao Repórter 98, da 98FM Natal, Fátima afirmou que a proposta não terá como foco a retirada de direitos dos servidores públicos.
Não vai se mexer em direito de servidor”, declarou a governadora.
Segundo ela, a estratégia deverá tratar principalmente das responsabilidades financeiras do Estado e da participação dos demais Poderes no financiamento do sistema previdenciário.
A proposta também deverá discutir questões relacionadas às contribuições e aos repasses destinados à Previdência.
A intenção, conforme explicou Fátima, é construir um modelo capaz de garantir maior equilíbrio financeiro ao sistema não apenas para os atuais servidores, mas também para as próximas gerações.
Plano será levado ao Judiciário
A governadora contou que participou de uma reunião sobre a Previdência na quarta-feira (12) e que o governo já está encaminhando as medidas necessárias para formalizar o plano.
A proposta foi desenvolvida por uma equipe formada especificamente para analisar a situação previdenciária do Estado. O encaminhamento ao Poder Judiciário faz parte da estratégia anunciada pela governadora para avançar na discussão sobre o futuro do sistema.
A Previdência estadual é apontada como um dos principais desafios financeiros do Rio Grande do Norte, exigindo medidas estruturantes para reduzir o desequilíbrio existente.
Fátima contesta críticas sobre fundo previdenciário
Durante a entrevista, a governadora também voltou a abordar as críticas relacionadas aos recursos previdenciários utilizados pelo Estado.
Fátima afirmou que encontrou uma situação diferente da que, segundo ela, é apresentada por seus adversários ao assumir o governo em 2019. De acordo com a petista, o fundo previdenciário já não existia naquele momento nos moldes anteriores.
Segundo a governadora, havia apenas uma aplicação financeira remanescente, cujo valor ela estimou entre R$ 27 milhões e R$ 32 milhões. Fátima sustentou que o processo de deterioração das contas previdenciárias começou antes de sua administração.
A governadora também argumentou que os valores posteriormente transferidos para a conta única do Estado já não faziam parte do fundo previdenciário.
Salários seguem como compromisso
Mesmo diante da discussão sobre a Previdência, Fátima procurou reforçar que o pagamento da folha estadual continuará sendo uma prioridade de sua administração.
A governadora afirmou que o Estado vem conseguindo cumprir o calendário salarial e garantiu que pretende manter essa regularidade até o fim do mandato.
Enquanto eu estiver à frente, vocês podem ter a tranquilidade que receberão seus salários para pagar exatamente as suas contas”, disse.
Fátima também criticou adversários que, segundo ela, estariam torcendo contra a capacidade financeira do Estado. Sem citar nomes, classificou esse grupo como a “turma do mal, do atraso”.