Política
Publicado em 12/01/2026, às 13h37 Foto: José Aldenir / Agora RN Giovana Gurgel
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do Partido dos Trabalhadores (PT), reafirmou que será candidata ao Senado nas eleições deste ano e afirmou que seu nome está entre as prioridades da direção nacional da sigla.
A declaração foi dada em entrevista ao jornal O Globo, publicada neste domingo, 11, na qual a governadora destacou a relevância da disputa ao Congresso Nacional para o cenário político e institucional do país.
Segundo Fátima Bezerra, a candidatura ao Senado integra a estratégia nacional do PT diante da importância do equilíbrio de forças no Legislativo federal.
A entrevista integra uma reportagem sobre governadores que planejam disputar o Senado em 2026, entre eles Fátima Bezerra e outros 11 chefes de Executivos estaduais que não podem concorrer à reeleição.
Para disputar uma das 54 vagas que estarão em jogo, os governadores precisam renunciar aos cargos até o dia 4 de abril, prazo legal de seis meses antes do pleito eleitoral.
No Rio Grande do Norte, duas cadeiras estarão em disputa, atualmente ocupadas por Styvenson Valentim, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), e Zenaide Maia, do Partido Social Democrático (PSD), ambos com mandato se encerrando e possibilidade de tentar a reeleição.
A disputa pelo Senado é considerada central pelo Partido dos Trabalhadores, que pretende ampliar sua bancada para conter o avanço de grupos alinhados ao bolsonarismo.
A interlocutores, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria afirmado que troca cinco governadores por um senador, reforçando o peso estratégico da Casa nas eleições de 2026.
O foco do partido é evitar que forças conservadoras obtenham maioria suficiente para pautar temas como pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a confirmação da candidatura de Fátima Bezerra ao Senado, a governadora terá de renunciar ao cargo, o que abre um cenário de indefinição no comando do Governo do Rio Grande do Norte.
A situação se agrava porque o vice-governador Walter Alves, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), anunciou na semana passada que também deixará o cargo e não assumirá o Executivo estadual em abril.
Diante das duas renúncias, o Estado deverá realizar uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolha de um governador e um vice que cumprirão mandato tampão até 5 de janeiro de 2027.
A legislação prevê que a eleição indireta ocorra em até 30 dias após a vacância dos cargos, sob responsabilidade da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
Até a escolha dos novos gestores, o comando do Estado poderá ficar temporariamente com o presidente da Assembleia Legislativa, atualmente o deputado estadual Ezequiel Ferreira, do PSDB.
Outra possibilidade é a condução provisória pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, hoje o desembargador Ibanez Monteiro, enquanto o processo eleitoral indireto não é concluído.
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