Política
Publicado em 08/01/2026, às 07h49 PT BNews Natal
O Congresso Nacional aprovou o Orçamento da União para 2026 com previsão de superávit de R$ 34,5 bilhões.
O texto também reserva cerca de R$ 61 bilhões para emendas parlamentares.
Para fechar as contas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu cortes expressivos em programas sociais e educacionais, impactando diretamente políticas voltadas à população de baixa renda.
A proposta aprovada consolida um cenário de ajuste fiscal seletivo, no qual áreas sensíveis do orçamento sofreram enxugamento para acomodar despesas políticas e obrigatórias.
Saúde e educação entre as áreas mais atingidas
Entre os cortes de maior impacto está o programa Farmácia Popular, que perdeu R$ 500 milhões em recursos, mesmo diante do aumento no preço dos medicamentos no país. Na educação, o ajuste também foi significativo.
Programas voltados à permanência escolar e à formação docente tiveram redução orçamentária relevante:
- Farmácia Popular: corte de R$ 500 milhões;
- Pé-de-Meia (ensino médio): redução de recursos;
- Bolsas do CAPS para formação de professores: corte de R$ 300 milhões.
Somados, os ajustes nessas áreas alcançam aproximadamente R$ 1 bilhão, segundo os dados consolidados do Orçamento.
Proteção social também sofre enxugamento
O aperto não se limitou à saúde e à educação. Programas de proteção social e consumo básico também foram afetados. O Auxílio Gás, por exemplo, terá R$ 400 milhões a menos em 2026.
Benefícios obrigatórios igualmente sofreram cortes:
- Auxílio Gás: menos R$ 400 milhões;
- Seguro-desemprego: redução próxima de R$ 100 milhões;
- Abono salarial: corte em torno de R$ 100 milhões.
As reduções atingem justamente políticas destinadas a amortecer impactos econômicos sobre famílias de baixa renda.
Críticas às prioridades em ano pré-eleitoral
Analistas apontam que o Orçamento evidencia um contraste entre o rigor imposto aos programas sociais e o reforço de recursos para emendas parlamentares e o fundo eleitoral, em meio à aproximação do calendário das eleições de 2026.
O desenho orçamentário tem gerado críticas quanto às prioridades do governo e do Congresso, sobretudo pelos efeitos diretos que os cortes podem provocar na população mais vulnerável, em um cenário de pressão inflacionária e aumento do custo de vida.