Política
Publicado em 02/03/2026, às 11h46 Reprodução internet BNews Natal
Relatórios enviados pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)
à Comissão Parlamentar que investiga fraudes no INSS apontam que um ex-assessor ligado ao gabinete do deputado Hugo Motta movimentou R$ 3,1 milhões em apenas seis meses, apesar de receber salário líquido de cerca de R$ 3,3 mil na Câmara dos Deputados.
O investigado é Jerônimo Arlindo da Silva Júnior, conhecido como “Júnior do Peixe”, que trabalhou como secretário parlamentar entre outubro de 2020 e março de 2021.
Transferências milionárias em curto período
Segundo dados analisados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, o ex-assessor recebeu R$ 1,59 milhão de terceiros e transferiu R$ 1,57 milhão para outras contas no mesmo intervalo.
O volume financeiro é considerado incompatível com os rendimentos do cargo, um dos menores salários da estrutura da Câmara.
As informações foram divulgadas inicialmente pela colunista Andreza Matais, do portal Metrópoles.
• R$ 3,1 milhões movimentados em 6 meses
• Salário líquido aproximado de R$ 3,3 mil
• R$ 1,59 milhão recebidos de terceiros
• R$ 1,57 milhão repassados a outras contas
Ligação com entidade investigada no escândalo do INSS
Júnior do Peixe também foi dirigente da Conafer, entidade investigada no esquema conhecido como “Farra do INSS”.
Segundo apurações, a associação teria arrecadado cerca de R$ 800 milhões em cinco anos com descontos aplicados a aposentados, com parte dos valores direcionados a empresas de fachada.
Ex-assessor nega irregularidades
Em nota publicada nas redes sociais, o ex-assessor afirmou que não mantinha vínculo com a Conafer enquanto atuava na Câmara e que deixou o cargo para assumir função na entidade.
Ele declarou ainda que, desde então, informou como renda apenas salário da Prefeitura de João Pessoa e que, nas eleições de 2024, declarou possuir R$ 470 mil em bens.