Política
Publicado em 26/08/2026, às 12h36 João Gilberto/ALRN Giovana Gurgel
O candidato a deputado federal Dr. Bernardo (PV) defendeu a união entre os integrantes da Federação Brasil da Esperança, formada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Verde (PV) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e afirmou que os candidatos da nominata não devem ser tratados como adversários. Em entrevista ao programa Cenário Político, da TCM de Mossoró, ele também projetou que o grupo poderá conquistar três das oito cadeiras do RN na Câmara dos Deputados.
“Não somos adversários, embora sejamos concorrentes”, afirmou Dr. Bernardo ao explicar a relação entre os integrantes da chapa.
Segundo ele, o desempenho coletivo dos candidatos é fundamental para ampliar o número de vagas conquistadas pela federação e, consequentemente, aumentar as chances individuais de eleição.
O posicionamento ocorreu após o candidato ser questionado sobre críticas feitas pela também candidata Thabatta Pimenta (PV), que relatou ter recebido informações sobre uma suposta movimentação interna para desestimular votos em sua candidatura.
Em vídeo publicado nas redes sociais em 21 de agosto, um dia depois da visita do presidente Lula (PT) a Natal, Thabatta afirmou ter recebido relatos de pessoas ligadas a candidaturas da própria nominata que estariam dizendo aos eleitores para não votar nela porque sua eleição já estaria garantida.
A vereadora de Natal não apontou quais candidatos estariam envolvidos, mas disse ter recebido áudios e mensagens que comprovariam a suposta estratégia. Na manifestação, ela defendeu que cada integrante da nominata apresente suas propostas e busque diretamente os votos necessários para conquistar uma cadeira.
“Nós somos parceiros, companheiros de nominata, e nós dependemos dos votos uns dos outros”, afirmou Dr. Bernardo.
Além de Thabatta e do próprio candidato, a composição reúne nomes como Brisa Bracchi (PT), Fernando Mineiro (PT), Natália Bonavides (PT) e Odon Júnior (PT).
Ao ser questionado diretamente sobre a existência de “fogo amigo” contra sua candidatura, Dr. Bernardo negou ter conhecimento de movimentação semelhante. “Em relação a mim, não”, respondeu. Segundo ele, nenhum eleitor apresentou relatos de pressão para retirar votos de sua candidatura.
O deputado estadual também afirmou que não vê necessariamente como negativa a divulgação de que determinado candidato possui chances de eleição. Para ele, a percepção de viabilidade pode fortalecer uma campanha e estimular o chamado voto útil.
“Eu costumo dizer que a coisa mais difícil numa campanha é você convencer as pessoas de que você vai ganhar a eleição. Então, se alguém chega e diz que eu vou ganhar a eleição, eu fico muito feliz por isso”, declarou.
Dr. Bernardo chegou a dizer que até mesmo alguém comprometido com outro candidato poderia contribuir com sua campanha ao divulgar que ele teria condições de vencer. Na avaliação dele, transmitir uma imagem de competitividade pode aumentar a confiança do eleitor.
Dr. Bernardo também ressaltou que a eleição proporcional depende do desempenho conjunto dos candidatos. Nesse sistema, as cadeiras são distribuídas de acordo com a votação obtida pelos partidos e federações, o que faz com que os votos de todos os integrantes da nominata contribuam para o resultado coletivo.
No RN, cada partido ou federação poderá apresentar nove candidatos para a disputa das oito vagas disponíveis para deputado federal. Para Dr. Bernardo, a redução do número de nominatas torna a eleição deste ano diferente das anteriores e deve elevar a quantidade de votos necessária para conquistar uma cadeira.
“Eu não vejo como nenhum dos deputados federais se eleger com menos de 100 mil votos. É uma eleição totalmente diferente da eleição anterior”, avaliou.
Na projeção apresentada pelo candidato, a Federação Brasil da Esperança conquistaria três vagas, mesmo número previsto por ele para o Partido Liberal (PL). As duas cadeiras restantes ficariam com a Federação União Progressista, formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP).
“Eu acho que, no cenário das nominatas atuais, o PL deve fazer três, a federação nossa três e União Brasil-PP dois. Não existe essa perspectiva de um fazer quatro e outro só fazer um. Eu acho que vai ser três, três e dois”, afirmou.
Apesar da disputa interna por votos, Dr. Bernardo voltou a defender a atuação conjunta dos candidatos da federação e citou nominalmente Thabatta Pimenta, Natália Bonavides e Fernando Mineiro como parceiros de campanha.
“Eu não vou a lugar nenhum sem Thabatta, sem Natália, sem Mineiro, e nem eles vão a lugar nenhum sem mim”, declarou.