Política
Publicado em 04/10/2026, às 13h00 © Marcello Casal Jr/Agência Brasil Giovana Gurgel
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) e o Ministério Público Eleitoral (MPE) apreenderam R$ 12.550 em espécie, um cheque de R$ 21,5 mil e registros com nomes e valores que ultrapassam R$ 150 mil durante uma investigação sobre suposta compra de votos em Macau, no litoral potiguar. A operação foi realizada nas primeiras horas deste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições, e teve como alvo um homem de 59 anos que já exerceu cargo político na região.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em três endereços, entre residências e estabelecimentos comerciais, além de um veículo relacionado ao investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), por meio da 30ª Zona Eleitoral de Macau.
Além do dinheiro e do cheque, os agentes apreenderam equipamentos de informática, incluindo notebooks e gabinetes, um aparelho celular e materiais de campanha eleitoral. O material será analisado para aprofundar as apurações sobre a possível prática de irregularidades eleitorais.
O homem investigado foi conduzido para prestar esclarecimentos após o cumprimento dos mandados e, posteriormente, liberado. Até o momento, a investigação busca esclarecer as circunstâncias dos fatos e a possível participação do suspeito em um esquema de compra de votos.
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Segundo os elementos reunidos na investigação, vídeos anexados ao processo mostram o investigado supostamente oferecendo dinheiro a mototaxistas no centro de Macau. Em determinado momento, conforme as imagens descritas nos autos, ele teria jogado dinheiro no chão e deixado o local em um veículo.
A apuração também aponta que o homem teria aparecido anteriormente em outro vídeo que circulou no município. Nesse registro, ele supostamente fez declarações que poderiam provocar animosidade entre eleitores.
O suspeito exerceu um cargo político na região entre 2008 e 2016. A investigação continua para analisar os materiais apreendidos e esclarecer os fatos, sem que a suspeita represente, por si só, comprovação de culpa.
A possível compra de votos é investigada com base no artigo 299 do Código Eleitoral, que prevê pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. A Polícia Civil reforçou a importância da colaboração da população. Informações que possam contribuir com o caso podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.