Política
Publicado em 05/10/2026, às 09h32 Reprodução: Internet Redação
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte entra em uma nova fase após a definição do segundo turno entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (União Brasil).
Com pouco mais de 15 mil votos de diferença entre os dois no primeiro turno, os candidatos agora concentram esforços na ampliação das alianças e na conquista do eleitorado que votou nas candidaturas derrotadas.
Cadu obteve 36,16% dos votos válidos e afirmou, durante coletiva em Capim Macio, na zona Sul de Natal, que pretende adotar o diálogo como principal estratégia para ampliar sua base política.
O candidato também confirmou que contará com a participação do presidente Lula (PT) na campanha.
Cadu aposta em alianças e participação de Lula
Ao comentar o resultado, Cadu agradeceu à equipe de campanha e afirmou que pretende manter a estratégia de proximidade com os eleitores adotada durante o primeiro turno.
O candidato destacou que chegou à segunda etapa, segundo sua avaliação, enfrentando adversários com estruturas financeiras maiores e mais tempo de televisão.
É uma campanha de muita humildade, pé no chão e verdade”, afirmou Cadu, ao defender a continuidade do projeto apresentado durante a primeira etapa da eleição.
Para o segundo turno, o petista pretende conversar com prefeitos, lideranças políticas e eleitores que apoiaram os candidatos que ficaram fora da disputa.
“Tenho certeza de que os eleitores dos outros candidatos que não foram para o segundo turno vão aderir ao nosso projeto porque é um projeto de compromisso e verdade”, declarou.
A participação de Lula também será uma das principais apostas da campanha. Segundo Cadu, o presidente já confirmou que pretende vir ao Rio Grande do Norte para participar de atividades eleitorais.
Fátima destaca equilíbrio entre os candidatos
A governadora Fátima Bezerra (PT) participou da coletiva ao lado de Cadu e afirmou que o segundo turno cria uma condição de maior equilíbrio entre os concorrentes.
Na avaliação da governadora, os dois candidatos terão acesso ao mesmo tempo de propaganda eleitoral, além de condições semelhantes para apresentar suas propostas ao eleitorado.
Fátima afirmou ainda que Cadu deverá buscar os votos dos eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno.
“O segundo turno não se trata de alianças ou de adesão, mas sim de uma disputa de caráter plebiscitário”, afirmou.
A governadora também destacou o resultado obtido por Lula no Estado e a eleição de Samanda Alves (PT) para o Senado como fatores positivos para o grupo político.
Samanda foi eleita com 17,63% dos votos. Styvenson Valentim (Podemos), com 29,25%, garantiu a reeleição para o Senado.
Allyson chama disputa de “nova campanha”
Allyson Bezerra, por sua vez, afirmou que o segundo turno deve ser encarado como uma nova eleição. O candidato pretende iniciar uma rodada de conversas com prefeitos, lideranças políticas e grupos que não apoiaram sua candidatura na primeira etapa.
A possibilidade de aproximação com setores da direita bolsonarista também não foi descartada. Allyson afirmou que pretende ouvir diferentes forças políticas antes de definir os próximos passos da campanha.
Vamos agora, com os pés no chão, reunir, juntar as nossas forças políticas, nosso grupo político, aqueles que foram fundamentais para esse resultado, e vamos conversar”, disse.
O candidato afirmou que pretende dialogar inclusive com prefeitos que não estiveram ao seu lado e com lideranças que possuem ou não mandato.
Candidato fala em união acima de diferenças partidárias
Na construção de novas alianças, Allyson afirmou que pretende colocar o projeto para o Rio Grande do Norte acima das diferenças ideológicas e partidárias.
“É o mesmo projeto que nós defendemos. Aliado à proposta clara, aliado a colocar o Rio Grande do Norte acima de qualquer ideologia, partido, posição política”, declarou.
O candidato também interpretou o resultado do primeiro turno como uma demonstração de que existe, segundo ele, uma maioria do eleitorado favorável à mudança no comando do Estado.
“Mais de 60% do Estado diz que quer mudança. Então, eu estou seguro nisso”, afirmou.
Allyson citou ainda a votação de Álvaro Dias (PL), que terminou o primeiro turno em terceiro lugar, como parte do eleitorado que poderá ser disputado na segunda etapa.
“Agora, o Rio Grande do Norte vai poder comparar dois projetos”, declarou.
Álvaro Dias termina em terceiro
Álvaro Dias (PL) terminou a primeira etapa da eleição em terceiro lugar, com 530.580 votos, correspondentes a 26,71% dos votos válidos.
O candidato votou na manhã do domingo (4), na Escola Estadual do Atheneu Norte-Rio-Grandense, em Natal. Ele chegou ao local acompanhado da vice-prefeita de Natal, Joana Guerra, do candidato ao Senado Coronel Hélio e de apoiadores.
Antes da votação, Álvaro demonstrou confiança na classificação para o segundo turno e afirmou que esperava vencer a disputa pelo Governo do Estado.
Na ocasião, também apresentou algumas das prioridades que pretendia adotar caso fosse eleito, citando ações nas áreas de saúde, educação, segurança e economia.
Após a confirmação do resultado, porém, Álvaro Dias ainda não havia se manifestado publicamente sobre a eleição até o fechamento da matéria. A reportagem também tentou contato com o candidato, mas não obteve resposta.
Segundo turno será marcado pela disputa por apoios
Com Cadu de Lula e Allyson Bezerra classificados, os próximos dias serão marcados pela tentativa de ampliar as alianças e conquistar os votos das candidaturas que ficaram pelo caminho.
Além da disputa direta entre os dois candidatos, o cenário terá como elemento importante a participação das principais lideranças políticas do Estado e a presença de Lula na campanha de Cadu.
Do outro lado, Allyson busca ampliar seu arco de alianças e sinaliza disposição para conversar inclusive com grupos ideologicamente diferentes daqueles que estiveram com sua candidatura no primeiro turno.
O eleitor potiguar terá, agora, duas opções para definir quem comandará o Governo do Rio Grande do Norte a partir de 2027.