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Política

Deputados da oposição afirmam que orçamento de Fátima para 2026 era "peça de ficção"

Deputados da oposição afirmam que orçamento foi baseado em promessas eleitorais e não na realidade financeira do estado.  |  Foto: Eduardo Maia

Publicado em 19/04/2026, às 09h42   Foto: Eduardo Maia   Ranyere Fonseca

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte virou palco de um duro embate político após o Governo do Estado oficializar o contingenciamento de R$ 306 milhões no orçamento de 2026. Para os deputados da bancada de oposição, a medida é a prova final de que a Lei Orçamentária enviada pela gestão de Fátima Bezerra (PT) foi elaborada com base em "promessas eleitorais" e não na realidade financeira do estado.

Parlamentares como Luiz Eduardo (PL) e Coronel Azevedo (PL) sustentam que o orçamento foi "inflado" em 2025 sob a perspectiva de que a governadora seria candidata ao Senado em 2026. Segundo eles, a estratégia seria deixar um governo de "aparências" para um sucessor tampão, enquanto Fátima faria campanha baseada em uma prosperidade que não existe nos cofres públicos.

Orçamento sob suspeita

O deputado Gustavo Carvalho (PL) classificou o bloqueio de recursos como uma "confissão oficial" de que o RN perdeu o controle das contas. Já o Coronel Azevedo foi mais incisivo, afirmando que o plano político do PT naufragou e a "bomba" caiu no colo da própria governadora.

"Ela planejou criar um orçamento de esperança para outro executar, mas sem viabilizar a candidatura ao Senado pela alta rejeição, Fátima teve que ficar no Governo e o orçamento fictício explodiu nas mãos de quem o criou", afirmou Azevedo.

Do total contingenciado, R$ 270 milhões atingem diretamente o Poder Executivo, sendo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) o órgão mais afetado (R$ 180 milhões). Outros poderes, como o Tribunal de Justiça e a própria Assembleia, também terão limitações de empenho.

O outro lado

O Governo do Estado, por meio de decreto, justifica que o contingenciamento ocorre devido a uma "frustração de receita" no primeiro bimestre de 2026, causada principalmente pela ampliação da isenção do Imposto de Renda (que impacta os repasses do FPE). O líder do governo na ALRN, deputado Francisco do PT, preferiu não comentar os ataques da oposição, alegando que ainda aguarda informações detalhadas da equipe econômica para contra-argumentar.

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