Política
Publicado em 04/02/2026, às 21h52 Reprodução: Redes Sociais Jussier Lucas
O deputado estadual Gustavo Carvalho voltou a denunciar, nesta quarta-feira (4), um suposto esquema envolvendo empréstimos consignados de servidores públicos estaduais. Segundo o parlamentar, o Governo do Rio Grande do Norte estaria descontando regularmente as parcelas diretamente dos salários, mas deixando de repassar os valores às instituições financeiras, o que tem provocado a negativação injusta de servidores.
A denúncia foi reforçada após nova manifestação do deputado na TV Assembleia. De acordo com ele, a prática se arrasta desde novembro de 2023 e ocorre sem qualquer transparência por parte do Executivo estadual, que até o momento não apresentou dados oficiais sobre o montante da dívida, o período de inadimplência ou o número de servidores atingidos.
Como consequência direta, servidores públicos vêm sendo penalizados por um problema que não causaram, ficando impedidos de acessar crédito, realizar novos empréstimos ou regularizar a própria situação financeira, mesmo com os valores sendo descontados mensalmente em folha.
Leia também:
- Álvaro Dias define vice e dá passo decisivo na corrida pelo Governo do RN
- Fibromialgia deixa de ser invisível: deputada celebra lei histórica e cobra respeito
- Seca avança, RN entra em alerta máximo e deputado cobra reação imediata do poder público
Cobrança por transparência e medidas adotadas
Gustavo Carvalho afirma que a situação configura apropriação indébita de recursos públicos e pode caracterizar improbidade administrativa. Segundo ele, o silêncio do governo diante das cobranças agrava ainda mais a gravidade do caso.
“Não se trata de um erro administrativo. É uma omissão grave e um desrespeito com quem sustenta o serviço público do Rio Grande do Norte”, declarou o deputado, ao reforçar que o servidor não pode ser responsabilizado por falhas da gestão estadual.
Diante da falta de respostas, o parlamentar informou que já acionou o Ministério Público e protocolou denúncia junto ao Banco Central do Brasil, além de seguir cobrando explicações formais do Governo do Estado.
Ele defende que o Executivo venha a público esclarecer quanto deve, há quantos meses os repasses estão em atraso e quando pretende regularizar a situação.
Para Gustavo Carvalho, o caso chegou a um ponto crítico. “Chegamos ao limite. O servidor público não pode continuar pagando a conta da irresponsabilidade fiscal”, afirmou, ao cobrar transparência e providências imediatas para solucionar o problema.