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Política

Debate do Grupo Dial Natal com candidatos ao governo do RN tem tensão, interrupções e acusações envolvendo PF

Debate acontece na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN), em Natal, e é promovido pelo Grupo Dial Natal  |  Jussier Lucas

Publicado em 02/09/2026, às 21h09   Jussier Lucas   BNews RN

Não faltaram alfinetadas no primeiro bloco do debate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte promovido pelo Grupo Dial Natal, na noite desta quarta-feira (2). Segurança pública, recursos hídricos, qualificação profissional e mobilidade urbana foram alguns dos temas colocados em discussão, mas o confronto também foi marcado por ataques diretos, comparações entre gestões e provocações entre os candidatos.

O debate acontece na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio Grande do Norte (CREA-RN), em Natal, com transmissão pela 98FM Natal e Jovem Pan Natal, além dos canais digitais das emissoras.

O encontro reúne, além de Álvaro Dias, Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Professor Robério Paulino (PSOL), que participam de mais um confronto direto na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

Foram dois os momentos de maior tensão no primeiro bloco do debate. O primeiro ocorreu quando o professor Robério Paulino perdeu a paciência com as sucessivas interrupções de Allyson Bezerra. Ao reclamar que o ex-prefeito de Mossoró interrompia sua fala repetidamente, Robério disparou:

“Aqui não é eleição para palhaço.”

A declaração provocou um dos momentos mais fortes do primeiro bloco e evidenciou o clima de confronto entre os candidatos.

PF entra no centro do debate

O segundo momento de maior tensão foi provocado por uma troca de acusações entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias envolvendo a Polícia Federal.

Durante o confronto, Allyson acusou Álvaro de mentir e citou um episódio ocorrido em 2023, relacionado ao porte de arma de fogo no Aeroporto Internacional de Natal.

“O senhor agora começou a mentir”, afirmou Allyson, dizendo que Álvaro chegou a ser detido pela Polícia Federal.

Álvaro reagiu imediatamente e contestou a afirmação.

“Não fui, candidato. O senhor está mentindo. Minta não. Fale a verdade. O senhor é quem está sendo investigado pela PF, e é por corrupção”, rebateu.

Álvaro afirmou que a questão envolvendo a arma de fogo foi resolvida junto à Polícia Federal e negou ter sido preso ou detido.

A troca levou as acusações envolvendo a PF para o centro do debate e elevou ainda mais a temperatura do confronto entre os candidatos.

Os dois episódios marcaram o primeiro bloco do debate, que, além da discussão de propostas, teve como característica a troca direta de críticas e provocações entre os concorrentes ao Governo do Rio Grande do Norte.

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