Política
Publicado em 17/09/2026, às 11h38 reprodução ELÍ Bernardo
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a defender a castração química para estupradores em um ato de campanha no Recife, na noite desta quarta-feira (16).
Em cima do palanque, com um facão cinematográfico entregue por um apoiador nas mãos, o senador direcionou a fala a autores de crimes sexuais.
Atenção, você aí estuprador, abusador de mulher e de criança, vai ter castração química pra você, pra aprender nunca mais tocar numa mulher sem que ela queira", defendeu Flávio Bolsonaro.
O vídeo gerou repercussão nas redes sociais.
O tema faz parte do plano de governo de Flávio Bolsonaro
A castração química, como punição para condenados por crimes sexuais já integra o conjunto de propostas apresentado por Flávio Bolsonaro para a área de segurança pública.
O candidato também havia defendido a medida em outros atos desde o início da campanha eleitoral de 2026.
Na prática, a chamada castração química consiste na utilização de medicamentos hormonais para reduzir a libido. A adoção da medida nos termos defendidos pelo candidato dependeria de alteração na legislação.
Tema é discutido n Congresso
O tema já é analisado pelo Congresso Nacional por meio do projeto de lei 3.127/2019, do senador Styvenson Valentim (Podemos-RN). O pl foi aprovado pelo Senado e está atualmente na Câmara.
O texto do projeto permite que condenados mais de uma vez por estupro, violação sexual mediante fraude ou estupro de vulnerável se submetam voluntariamente a tratamento químico hormonal para contenção da libido.
A proposta ainda aguarda parecer na Comissão de Saúde da Câmara e, posteriormente, ainda deverá passar pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Constituição e Justiça e de Cidadania e depois, está sujeita à votação no Plenário.
Outros projetos mais recentes também tratam do assunto.
O projeto de lei 3.158/2026, do deputado José Nelto (União-GO), propõe tratamento hormonal inibidor da libido para condenados por diferentes crimes sexuais, enquanto o projeto de lei 733/2026, de Gilvan da Federal (PL-ES), estabelece a medida para crimes sexuais contra crianças e adolescentes, condicionada a controle judicial e avaliação médica.