☰
✕

Política

"Caramelo" de Bolsonaro morde PMs e expõe improvisos e falta de estrutura durante guarda de prisão domiciliar

A presença de cães soltos aumenta a tensão e limita a movimentação dos agentes que fazem a guarda do ex-presidente em prisão domiciliar  |  Reprodução internet

Publicado em 23/04/2026, às 12h25   Reprodução internet   Redação

A rotina dos policiais militares destacados para acompanhar o cumprimento da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido marcada por dificuldades operacionais e situações fora do padrão.

Entre os episódios relatados, estão até ataques de cães de estimação que circulam livremente na residência, localizada em um condomínio no Jardim Botânico, no Distrito Federal.

Segundo informações apuradas pela coluna Na Mira, os agentes permanecem posicionados apenas nas áreas externas da casa, sem acesso ao interior do imóvel. A vigilância é dividida entre a parte frontal e os fundos, onde também atuam equipes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança de ex-presidentes.

Cães soltos elevam nível de tensão

Dois cães sem raça definida — conhecidos popularmente como “vira-latas caramelo” — têm circulado livremente pela propriedade e já teriam avançado contra policiais em pelo menos duas ocasiões.

A presença constante dos animais aumenta o nível de atenção dos agentes e dificulta a movimentação durante o serviço.

Falta de estrutura marca operação

Além dos imprevistos, os policiais enfrentam limitações básicas no local. Não há estrutura adequada para permanência prolongada, e o único banheiro disponível fica nos fundos da residência, com uso restrito.

Sem abrigo apropriado, muitos agentes permanecem em áreas externas ou na garagem, expostos às condições climáticas e sem espaço adequado para descanso.

Não tem estrutura. A gente fica basicamente na rua ou na garagem. É uma situação bem complicada”, relatou uma fonte.

Regras rígidas e monitoramento constante

O cumprimento da prisão domiciliar envolve controle diário por parte das equipes. Entre as exigências, estão a apresentação periódica ao oficial responsável e a verificação em horários definidos, o que demanda vigilância contínua.

Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e tem duração inicial de 90 dias.

Entre as restrições impostas, estão a proibição do uso de celular e a limitação de visitas, sob justificativa de controle sanitário e prevenção de infecções.

Atualmente, residem com o ex-presidente a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia Firmino.

Condenação e contexto

A prisão domiciliar de Jair Bolsonaro ocorre após condenação em setembro de 2025, quando a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal sentenciou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão.

A decisão está relacionada à acusação de liderança em uma tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva.

O caso segue repercutindo e levanta questionamentos sobre a logística e as condições de cumprimento da medida em regime domiciliar.

Classificação Indicativa: Livre


TagsJair bolsonaroCães