Política
Publicado em 23/09/2026, às 12h26 Montagem Agora RN - DivulgaCandContas/TSE ELÍ Bernardo
Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte declararam em suas campanhas R$ 11,067 milhões em receitas e R$ 15,411 milhões em gastos financeiros à Justiça Eleitoral até essa semana.
Os valores constam no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultado nesta terça-feira 22. Os dados são atualizados durante a campanha conforme as prestações de contas enviadas pelos concorrentes.
Allyson Bezerra (União Brasil) aparece com o maior volume de gastos financeiros: R$ 6,673 milhões. A campanha do candidato informou receitas de R$ 4,653 milhões, sendo R$ 4,055 milhões provenientes do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e R$ 597,9 mil de recursos privados.
O último relatório financeiro indicado no sistema foi entregue na sexta-feira (18).
Na sequência vem Álvaro Dias (PL) registra a maior arrecadação entre os candidatos, com R$ 5,018 milhões. Desse total, R$ 5 milhões vieram do Fundo Eleitoral, R$ 15,1 mil são classificados como recursos privados e R$ 3.360 correspondem a receitas estimáveis em dinheiro, como doações de produtos ou serviços. Os gastos financeiros declarados chegaram a R$ 5,770 milhões.
O candidato Cadu de Lula (PT) declarou R$ 1,230 milhão em receitas e R$ 2,873 milhões em gastos financeiros. A arrecadação inclui R$ 1,106 milhão do Fundo Eleitoral, R$ 12,9 mil do Fundo Partidário, R$ 74,2 mil de recursos privados e outros R$ 37,1 mil em receitas estimáveis. O relatório mais recente registrado pelo candidato também é da sexta-feira.
Esse três candidatos que lideram a disputa eleitoral concentram 98,5% de todos os gastos financeiros informados pelos concorrentes ao Governo. Juntas, as campanhas de Allyson, Álvaro e Cadu declararam R$ 15,316 milhões em despesas.
O valor corresponde a R$ 4,248 milhões a mais que toda a receita registrada pelas candidaturas até o presente momento.
A diferença entre os valores arrecadados e os gastos financeiros não representa necessariamente dívida vencida ou irregularidade. Durante a campanha, o sistema pode mostrar despesas contratadas antes do ingresso ou da contabilização de novos recursos. Os dados também dependem dos relatórios enviados pelas próprias campanhas à Justiça Eleitoral.
Entre os demais concorrentes, Professor Robério Paulino (PSOL) declarou R$ 101 mil em receitas. O valor é composto por R$ 90 mil do Fundo Eleitoral e R$ 11 mil em recursos estimáveis. Os gastos financeiros chegaram a R$ 44.926,50.
Já Arinalda do MLB (UP) declarou R$ 35.530 em receitas estimáveis e ainda não registrava gastos financeiros na comparação do TSE.
O candidato Dário Barbosa (PSTU) informou R$ 28.002 em recursos do Fundo Eleitoral e R$ 23,5 mil em despesas.
Segundo dados do sistema, Rodrigo de Bolsonaro (Agir), nome de urna de Karlo Rodrigo Lúcio Vieira, declarou R$ 222,40 em receitas privadas e R$ 26.222,40 em gastos financeiros.
Henrique Lyra (PCO) teve uma prestação de contas sem movimentação financeira.
Carlos Jararaca e Godeiro Linhares, ambos vinculados ao DC, apareciam sem prestação de contas disponível no comparativo do sistema do TSE.
O sistema também informa que o registro de Carlos Jararaca está indeferido e que a candidatura de Godeiro Linhares ainda permanece pendente de julgamento.
Henrique Lyra teve o registro indeferido, mas ainda está em prazo recursal ou com recurso. A relação e a situação das candidaturas podem mudar conforme novas decisões da Justiça Eleitoral.
Confira os valores declarados e gastos de cada candidato