Política
Publicado em 13/05/2026, às 07h02 Eduardo Maia Malu Machado
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, quebrou o silêncio e detalhou os motivos técnicos e políticos que o levaram a decidir não assumir o comando do Estado, caso a governadora Fátima Bezerra se afastasse para disputar o Senado.
Em declarações que repercutiram nas redes sociais, Walter justificou a decisão baseada no que chamou de "buraco fiscal".
Walter Alves citou dados, atribuindo parte das informações a uma análise do jornal O Estado de S. Paulo, que colocou o RN em uma situação crítica.
Segundo o vice-governador, o Estado enfrenta um déficit bilionário que tornaria a gestão inviável em um curto período de tempo.
Na verdade, eu ia pegar uma bomba chiando. Foi divulgado um rombo de R$ 3 bilhões para 2025. O RN foi o segundo pior Estado analisado. Passamos do sinal vermelho na Lei de Responsabilidade Fiscal há muito tempo”, disparou Walter.
Além dos números, o vice-governador pontuou uma crise na relação com a atual gestão. Ele afirmou ter sido pego de surpresa por dados financeiros que não haviam sido compartilhados anteriormente, incluindo questões sobre créditos consignados.
“A bomba veio chiando e eu devolvi. Quebrou a confiança porque eu jamais imaginava que pudesse ocorrer isso, da forma como foi feito. É impossível um cidadão, em cinco ou seis meses, conseguir reestruturar o Estado”, justificou.
Veja pronunciamento do vice-governador:
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Em seguida, Walter Alves também sinalizou confiança em Allyson Bezerra para uma futura tentativa de retirar o RN da crise financeira, fazendo um paralelo com a gestão do atual prefeito em Mossoró. "Ele conseguiu em Mossoró", afirmou o vice-governador, em um movimento que sinaliza novas articulações políticas no estado.