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Política

Bolsonaro: Michelle celebra melhora e fim de soluços, mas ex-presidente passará por cirurgia; entenda

Bolsonaro se prepara para cirurgia no ombro após internação por broncopneumonia.  |  Foto: reprodução

Publicado em 04/04/2026, às 15h21   Foto: reprodução   Ranyere Fonseca

A saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ser centro de atenções e de informações desencontradas neste Sábado de Aleluia (4). Através de suas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro comemorou uma melhora no quadro do marido, afirmando que ele está há seis dias sem as crises de soluço que o acometiam desde a internação por broncopneumonia bacteriana em Brasília.

Segundo Michelle, a interrupção dos soluços permitiu que o "Galego", como ela se refere a Bolsonaro, avançasse para as sessões de fisioterapia domiciliar. "Motivo mais do que suficiente para me alegrar e agradecer", escreveu. No entanto, a atualização positiva contrasta com o relato feito pelo filho do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PL), que na última quarta-feira (1º) afirmou que o pai enfrentava "crises intermináveis" e que sua saúde se deteriorava rapidamente.

Preparação para cirurgia

Atualmente cumprindo prisão domiciliar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, após receber alta do Hospital DF Star em 27 de março, Bolsonaro enfrenta agora um novo desafio clínico. A defesa do ex-presidente informou à Suprema Corte que ele se encontra em fase pré-operatória para uma intervenção cirúrgica no ombro.

De acordo com o relatório assinado pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas, Bolsonaro apresenta um quadro de dor intensa e limitação funcional significativa no membro superior. O programa de fisioterapia iniciado no último dia 30 de março visa preparar o corpo do ex-presidente para o procedimento ortopédico, que se tornou necessário após avaliações realizadas ainda durante o período de hospitalização em decorrência da pneumonia.

Contexto jurídico

A prisão domiciliar concedida a Bolsonaro tem prazo inicial de 90 dias. A defesa utiliza os relatórios médicos para justificar a necessidade de permanência em ambiente controlado e com assistência profissional constante, enquanto o STF monitora o cumprimento das medidas cautelares e o estado de saúde do ex-mandatário.

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