Política
Publicado em 22/11/2025, às 16h28 Reprodução Leonardo Silva
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) admitiu aos policiais penais que mexeu na tornozeleira que usava durante a madrugada, de acordo com informações preliminares passadas à Polícia Federal e ao ministro Alexandre de Moraes. O episódio levou à prisão preventiva de Bolsonaro na manhã deste sábado (22), em Brasília (DF).
O alarme do aparelho de monitoramento disparou às 0h07. Logo em seguida, a Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, que cuida da tornozeleira, avisou a equipe de segurança de Bolsonaro. A escolta confirmou a violação e trocou o equipamento à 1h09.
De acordo com os investigadores, o próprio ex-presidente reconheceu que utilizou o material de soldagem para violar o aparelho de monitoramento.
Em relatório emitido pela Secretaria de Administração Penitenciária do DF, diz que o equipamento possuía “sinais claros e importantes de avaria”, incluindo marcas de queimadura em toda a circunferência, especialmente na região de fechamento do case da tornozeleira.
No vídeo, Bolsonaro admite ter usado um equipamento de solda para violar a tornozeleira eletrônica: "meti um ferro quente aí. Ferro de solda", disse. O ex-presidente ainda afirma ter tentado quebrar a tornozeleira no fim da tarde desta sexta-feira (21).
Na decisão que motivou a prisão preventiva do ex-presidente, Moraes justifica o rompimento da tornozeleira e a manifestação convocada pelo senador e, também filho de Bolsonaro, Flávio Bolsonaro.
"A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho", disse o ministro na decisão.