Política
Publicado em 01/12/2025, às 13h22 © Andressa Anholete/Agência Senado Giovana Gurgel
O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, classificou como “ofensivas” as insinuações de que cargos e emendas possam influenciar a aprovação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).
A declaração foi divulgada neste domingo, em nota oficial, e expõe o impasse entre o Senado e o governo federal sobre o envio da mensagem que formaliza a indicação.
Alcolumbre criticou a demora do Executivo, afirmando que a ausência do documento causa perplexidade ao Senado, já que a indicação foi anunciada pelo presidente Lula e publicada no Diário Oficial da União. Para ele, a postergação aparenta tentativa de interferência indevida no cronograma da Casa, que é prerrogativa exclusiva do Legislativo.
O senador havia definido 10 de dezembro como data para analisar a indicação. Nesse período, Messias intensificou reuniões com parlamentares para fortalecer apoio antes da sabatina. A escolha de Lula contrariou Alcolumbre, que defendia o nome de Rodrigo Pacheco.
Nos bastidores, aliados avaliam que o governo tenta adiar a votação para evitar uma eventual derrota. Há a expectativa de que Lula e Alcolumbre se reúnam nos próximos dias para tentar reduzir as tensões.
Na nota, o presidente do Congresso disse que setores do Executivo buscam criar a falsa impressão de que divergências entre os Poderes seriam resolvidas por meio de acordos fisiológicos, com cargos e emendas. Ele classificou essa versão como uma tentativa antiga de desqualificar quem diverge de interesses de ocasião.
Alcolumbre reafirmou que o calendário adotado segue o padrão de indicações anteriores ao STF e que é fundamental concluir o processo ainda em 2025 para evitar protelações. Segundo ele, fatores externos não terão qualquer influência na decisão soberana do Senado.
“Da parte desta Presidência, absolutamente nada alheio ao processo será capaz de interferir na decisão livre, consciente e soberana do Senado”, declarou.
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