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Política

Alcolumbre cede a apelo da Câmara e adia votação da redução da maioridade penal no Senado

Presidente do Senado opta por adiar tramitação na Câmara para evitar conflitos legislativos e desgaste institucional, mas gera reações negativas na oposição.  |  Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Publicado em 05/11/2026, às 11h23   Foto: Lula Marques/Agência Brasil   Ranyere Fonseca

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que não colocará em votação direta no plenário a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da maioridade penal, optando por aguardar a conclusão da tramitação da matéria pela Câmara dos Deputados. A decisão atendeu a um pedido formal apresentado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), com o objetivo de evitar sobreposição de trabalhos legislativos e desgaste institucional entre as duas Casas do Congresso Nacional.

A manobra gerou forte reação de líderes da oposição, que acusaram a cúpula do Senado de recuar de compromissos firmados logo após a votação da PEC da Segurança Pública e de atender a interesses governistas para retardar a deliberação. Alcolumbre rebateu as críticas afirmando que a ponderação dos deputados foi razoável e necessária para a preservação de uma relação equilibrada, ressaltando que o Senado atuará como Casa revisora assim que o texto for aprovado pela comissão especial da Câmara.

Disputa de protagonismo 

A tramitação paralela da proposta expôs divergências sobre qual Casa do Congresso deveria capitanear a reforma no sistema punitivo para menores de idade.

Divergências de mérito 

Os parlamentares ainda buscam consenso sobre o alcance das novas regras e a faixa etária limite para a responsabilização criminal.

A decisão de Alcolumbre transfere a pressão das bancadas da segurança pública diretamente para os líderes partidários da Câmara, que agora enfrentam prazo apertado para pacificar as divisões antes do recesso de fim de ano. O tema permanece no centro da disputa política no Congresso Nacional, dividindo defensores de medidas punitivas severas e parlamentares que cobram garantias constitucionais para a juventude.

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TagsCongresso NacionalHugo mottaDavi alcolumbreCâmara dos deputadosMaioridade penal