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Polícia

Tortura brutal de trabalhadores choca população; empresa não paga "pedágio" para Comando Vermelho e final é devastador

A execução brutal de trabalhadores de uma empresa de internet levanta questões sobre a violência urbana e o domínio de facções criminosas  |  Reprodução/Internet

Publicado em 18/12/2025, às 07h29   Reprodução/Internet   Dani Oliveira

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A violência urbana em Salvador atingiu um novo e alarmante patamar com a execução de três trabalhadores do setor de telecomunicações, encontrados mortos na noite desta terça-feira (16) no bairro Alto do Cabrito.

As vítimas estavam com pés e mãos amarrados, vestiam uniformes de uma empresa de telefonia e apresentavam marcas de disparos de arma de fogo, segundo a Polícia Civil.

De acordo com informações apuradas pelas autoridades, a principal linha de investigação aponta que o crime pode estar relacionado à recusa da empresa em pagar um valor exigido pela facção criminosa Comando Vermelho para operar na região.

A prática, conhecida como “pedágio”, vem sendo associada à expansão do crime organizado sobre serviços essenciais em áreas sob domínio territorial.

A principal linha de investigação do crime aponta que o crime pode estar relacionado à recusa da empresa em pagar um valor exigido por uma facção criminosa para operar na região. Imagem: reprodução internet.

Quem eram as vítimas

As três vítimas foram identificadas oficialmente e, segundo a polícia, não possuíam antecedentes criminais. Elas atuavam regularmente na instalação e manutenção de serviços de internet na comunidade.

- Ricardo Antônio da Silva Souza, 44 anos
- Jackson Santos Macedo, 41 anos
- Patrick Vinicius dos Santos Horta, 28 anos

Os trabalhadores estavam fardados no momento do crime, o que reforça a tese de que o assassinato teve motivação ligada à atividade profissional exercida por eles.

O que é o “pedágio” imposto por facções

Investigadores explicam que o chamado “pedágio” funciona como uma cobrança ilegal feita por organizações criminosas para permitir a atuação de empresas em territórios dominados pela facção.

Em troca do pagamento, os serviços são “autorizados” a funcionar sem ataques ou represálias.

Segundo a Polícia Civil da Bahia, esse tipo de prática passou a ser adotado com mais força no estado após a expansão de facções de origem carioca. No Rio de Janeiro, o modelo de controle territorial sobre empresas já é conhecido desde a década de 1990.

Investigação e resposta das forças de segurança

O triplo homicídio está sob responsabilidade do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), que trabalha para identificar os autores e confirmar a motivação do crime. Diligências estão em andamento e novas linhas de apuração não são descartadas.

A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que reforçou o policiamento na região e promoveu uma reunião com representantes de empresas de telefonia para coletar informações e avaliar medidas preventivas.

Em nota oficial, a Polícia Civil destacou as condições em que os corpos foram encontrados:

Os corpos, com marcas compatíveis com disparos de arma de fogo, estavam com pés e mãos amarrados e foram localizados em via pública na noite desta terça-feira (16).”

Declaração do secretário de Segurança Pública

O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, classificou o crime como bárbaro e afirmou que a elucidação do caso é prioridade absoluta.

“É prioridade número um a localização destes covardes, que de forma desumana retiraram a vida de três trabalhadores. Todos os recursos serão utilizados na identificação e localização destes indivíduos.”

Empresa lamenta mortes

A Planet Internet, empresa onde os homens trabalhavam, divulgou nota lamentando profundamente a morte dos funcionários.

A companhia afirmou estar colaborando com as autoridades e prestando apoio às famílias das vítimas.

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