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Polícia

Tiros em Felipe Camarão: carroceiro de 62 anos é vítima fatal

Ednaldo Paulo de Fontes, conhecido carroceiro, foi surpreendido por tiros enquanto caminhava em Felipe Camarão, Natal.  |  Foto: Lázaro Jordão

Publicado em 21/02/2026, às 15h36   Foto: Lázaro Jordão   Ranyere Fonseca

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A tarde deste sábado (21) foi marcada pela violência no bairro de Felipe Camarão, na Zona Oeste de Natal. Um trabalhador, identificado como Ednaldo Paulo de Fontes, de 62 anos, foi assassinado a tiros em via pública. O crime aconteceu no início da tarde e gerou comoção entre os moradores da região, onde a vítima era bastante conhecida por sua atividade como carroceiro.

De acordo com as informações colhidas pela Polícia Militar no local, Ednaldo foi surpreendido pelos disparos enquanto caminhava. Testemunhas relataram que o atirador teria surgido de uma área de maré, local frequentemente monitorado pelas autoridades devido à existência de pontos de comercialização de entorpecentes.

Dinâmica do crime e perfil da vítima

A perícia inicial indicou que o carroceiro foi atingido por cerca de cinco disparos, a maioria pelas costas, o que impossibilitou qualquer reação de defesa. A morte foi instantânea, e quando as equipes de socorro médico foram acionadas, apenas puderam constatar o óbito no local.

Ednaldo morava nas proximidades e, no momento do ataque, estava retornando para o trabalho após o horário de almoço. Segundo levantamento da polícia, ele não possuía qualquer antecedente criminal, o que torna a motivação do crime ainda desconhecida. Um conhecido da vítima, que preferiu não se identificar, expressou surpresa com o ocorrido:

"Ninguém fala nada dele aqui. Se perguntar, todo mundo vai dizer que era uma pessoa que não tinha inimigo. Ele estava trabalhando, saiu para almoçar e aconteceu isso quando voltava. Nunca passou pela minha cabeça que pudesse acontecer isso", desabafou.

Investigação e perícia

A área do crime foi isolada pela Polícia Militar para preservar a cena até a chegada dos órgãos competentes. O Instituto Técnica-Científica de Perícia (Itep-RN) realizou o trabalho de perícia criminal e fez o recolhimento do corpo para a sede do órgão, onde passará por necropsia.

O caso agora passa para a responsabilidade da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil. Os investigadores buscarão identificar o autor dos disparos e entender se a execução teve alguma motivação específica ou se a vítima foi alvo de um ataque aleatório em uma região de conflito entre grupos criminosos.

Classificação Indicativa: Livre


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