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Polícia

Suspeito de gravar crianças em shoppings para esquema ilegal no exterior é preso em operação policial

Um homem de 27 anos foi preso após registrar imagens de crianças em locais públicos para venda a uma rede internacional de exploração sexual  |  Reprodução: Internet

Publicado em 06/03/2026, às 18h34   Reprodução: Internet   Jussier Lucas

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A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (06), um homem de 27 anos suspeito de registrar imagens de crianças em supermercados e shoppings no Vale do Paraíba, interior de São Paulo, para comercialização ilegal no exterior. De acordo com as investigações, o material seria vendido para integrantes de uma rede internacional voltada à exploração sexual de menores.

A prisão ocorreu durante a Operação Argos, conduzida pela Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Taubaté. O caso começou a ser apurado após denúncias e análise de imagens de câmeras de segurança que mostraram o suspeito seguindo e filmando uma criança dentro de um shopping da região.

Com base nas evidências reunidas durante a investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao investigado. Durante a ação policial, o homem foi localizado com o celular utilizado para registrar os vídeos e acabou preso em flagrante. Segundo os agentes, ele chegou a resistir à abordagem.

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Material apreendido

No aparelho celular apreendido, os investigadores encontraram grande quantidade de material relacionado à exploração sexual infantil, além de diversas gravações feitas em locais públicos, como shoppings, supermercados, farmácias e ruas das cidades de Taubaté e Pindamonhangaba.

Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou que vendia os vídeos para integrantes de uma rede de pedofilia que atua no Brasil e também no exterior. Entre os arquivos encontrados, havia ainda registros de mulheres adultas filmadas sem autorização em situações cotidianas, material que também seria comercializado de forma ilegal.

Segundo a polícia, a prisão representa apenas uma etapa inicial das investigações. O conteúdo apreendido passará por análise detalhada e poderá contribuir para identificar outros envolvidos na produção, compra ou distribuição dos vídeos.

Classificação Indicativa: Livre


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