Polícia
Publicado em 23/03/2026, às 19h50 Divulgação/PCPI Jussier Lucas
Uma servidora pública foi encontrada desacordada e com sinais de violência dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí, em Teresina, na última quinta-feira (19). O caso é investigado como estupro e resultou na prisão preventiva de um prestador de serviço terceirizado que trabalhava no local.
De acordo com a polícia, a vítima foi localizada em uma sala do prédio durante o horário de almoço, quando o fluxo de servidores era reduzido. Uma funcionária que retornou ao ambiente encontrou o suspeito saindo do local e, ao entrar, percebeu a servidora desacordada e com sangramento.
A mulher foi socorrida e encaminhada para atendimento médico, permanecendo internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A Polícia Civil trata o caso com prioridade e investiga as circunstâncias do crime ocorrido dentro de uma unidade pública.
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Suspeito apresenta versões contraditórias e tenta culpar vítima
Segundo o delegado-geral Luccy Keiko, o suspeito apresentou versões conflitantes durante depoimento. Inicialmente, negou envolvimento, mas posteriormente admitiu o ato sexual, alegando que teria sido consensual — versão contestada pelas investigações.
A polícia solicitou exames toxicológicos para apurar se a vítima foi dopada antes do crime. Além disso, os celulares do suspeito e da servidora foram apreendidos para análise.
O homem foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele atuava como terceirizado desde 2018 e havia sido transferido recentemente para a sede da Delegacia Geral.
Outro ponto investigado é a abordagem feita pelo suspeito à filha da vítima, com perguntas íntimas, antes mesmo de ela saber o que havia ocorrido.
A Polícia Civil do Piauí também apura o histórico do suspeito e solicitou sua demissão da função. O caso segue sob investigação, enquanto a vítima permanece hospitalizada e aguarda condições de prestar depoimento.