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Polícia

Servidor é baleado em ação policial e tem fim trágico no RN

A Polícia Civil afirma que a operação visava prender suspeitos de homicídio, mas a família do servidor contesta a versão oficial dos fatos.  |  Fotos: Reprodução

Publicado em 11/01/2026, às 11h28   Fotos: Reprodução   BNews Natal Redação

O servidor da cidade Almino Afonso identificado como Douglas Rebouças da Silva Cavalcante morreu após ser baleado durante uma ação de policiais civis entre os municípios de Lucrécia e Frutuoso Gomes, na madrugada de sábado (10).

Em nota, a Polícia Civil deu a sua versão do caso. A instituição afirmou que os agentes envolvidos foram acionados para atender uma ocorrência de homicídio no centro do município de Frutuoso Gomes. Os policiais civis que estavam de plantão compareceram e realizaram o procedimento operacional no local de crime.

Após receberem informações indicando que os suspeitos estariam circulando em uma área de mata entre Lucrécia e Frutuoso Gomes, possivelmente aguardando resgate, os policiais montaram barreiras policiais para abordagem, com equipe uniformizada e viatura caracterizada. De acordo com os policiais, por volta de 1h30 da madrugada deste sábado (10), em indivíduos em motocicletas se aproximaram do bloqueio.

Enquanto um deles teria obedecido à ordem de parada, a segunda, conduzida por Douglas Rebouças da Silva Cavalcante, teria acelerado em direção à barreira e efetuado disparos de arma de fogo contra a equipe. Douglas teria sido atingido e caído alguns metros à frente. Os policiais relataram ainda que realizaram o socorro imediato o encaminhando ao hospital mais próximo, porém ele não resistiu ao ferimento, vindo a óbito.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as circunstâncias do fato serão apuradas pela Delegacia de Crimes Funcionais, como é praxe neste tipo de ocorrência. A instituição reiterou seu compromisso com a aplicação da lei, os direitos humanos e a proteção da vida e o patrimônio de todos os potiguares, realizando todos os procedimentos necessários para a devida apuração dos fatos e a busca pela verdade real.

Família contesta versão policial

A família de Douglas Rebouças, por sua vez, contesta a versão da Polícia Civile pede a punição dos agentes envolvidos. De acordo com eles, nem a vítima ou seu primo, que estava com ele, possuíam armas de fogo e teria acelerado por ter se assustado com o bloqueio policial. Eles reforçam que antes, o jovem havia passado por uma blitz da Polícia Militar, sendo liberado na sequência.

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