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Polícia

“Segurança reforçada, prisões e operação permanente”: Cel Araújo detalha ações em Mãe Luíza e nega demora na resposta

A presença policial em Mãe Luíza é contínua, visando garantir a segurança e o funcionamento das instituições na comunidade  |  

Publicado em 26/11/2025, às 23h20      BNews Natal

O secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Norte, coronel Araújo, afirmou que já são 33 presos no âmbito das Operações Mãe Luíza Segura e Farol da Justiça, incluindo foragidos da Justiça, e que foram apreendidas pistolas, fuzis, submetralhadoras, carabinas, grande arsenal de munições, coletes balísticos, drogas e veículos clonados.

A entrevista ocorreu no programa Doze em Ponto, da Rádio 98 FM, diante da repercussão dos episódios de disparos de arma de fogo registrados no bairro e da escalada de tensão nos últimos dias. O secretário negou que o governo tenha demorado a agir e disse que o reforço policial foi acionado “desde o primeiro momento”.

Segundo ele, o efetivo está mantido de forma permanente na comunidade, com atuação integrada da Polícia Militar, Polícia Civil, GAECO, Polícia Federal, PRF e Guarda Municipal. Há companhia da PM e delegacia dentro do bairro, além de monitoramento contínuo e ações de inteligência.

“A criminalidade é sazonal e migratória. Após a operação na Zona Oeste e a prisão de 32 pessoas, houve migração para outras áreas, incluindo Mãe Luíza. Nossa presença lá é contínua e vai se intensificar”, declarou.

O secretário confirmou ainda que o RN é o 4º estado do país em execução de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública, com média de R$ 45 a 50 milhões previstos até 2026, e que existe um projeto piloto federal de retomada de territórios em implementação na Zona Oeste, com apoio do Ministério da Justiça.

Sobre a percepção de segurança, Araújo citou dados oficiais que apontam redução histórica de homicídios: de 2.500 mortes ao ano em períodos anteriores para cerca de 750 no ano passado.

“Trabalhamos para que as pessoas possam voltar a ouvir o canto dos pássaros. Segurança não se faz só com polícia: é escola funcionando, iluminação, limpeza, políticas sociais”, afirmou.

O secretário também destacou a atuação contínua da polícia em pontos estratégicos.

O que está ocorrendo em Mãe Luíza?

Cel Araújo: “A criminalidade ela é sazonal e é migratória. São duas variedades dentro da teoria sociológica do delito. No caso específico, o que aconteceu na Zona Oeste, eles migraram para outras áreas e uma das áreas onde houve a migração foi… lá na comunidade de Mãe Luíza.
A comunidade de Mãe Luíza é uma comunidade de homens e mulheres e pessoas de bem que trabalham, que laboram diuturnamente e que querem sossego e que querem paz.

E as forças de segurança estão lá justamente para garantir o funcionamento das escolas, do posto de saúde, do comércio e o trânsito de veículos que passa na comunidade. Então, esse esforço é feito com a parte de polícia ostensiva e na parte de investigação, a parte de inteligência e de investigação por parte da polícia civil e do GAECO, que é o órgão de investigação do Ministério Público.”

Qual é a situação real de Mãe Luíza hoje? É seguro circular pelo bairro?

Cel Araújo: “Mãe Luíza tem uma unidade da polícia militar, uma companhia de polícia e tem uma delegacia de polícia. Ou seja, duas unidades, uma de polícia judiciária e uma de polícia ostensiva. Hoje a comunidade, desde o dia dos primeiros disparos de armas de fogo, desde as primeiras ações dos infratores, que nós estamos com o efetivo reforçado.

Inclusive, junto com a guarda municipal, que também atua, que faz guarda lá no posto de saúde e na escola municipal. Estamos trabalhando integrado até a ronda escolar, também está trabalhando nessas escolas. Ou seja, está sendo feito todos os esforços na parte de ostensividade. E na parte de investigação, está os cuidados da polícia civil, através da DECOR, com a parte de inteligência e investigação, para continuar operações e a gente tirar infratores de circulação.”

Com tudo o que acontece em Mãe Luíza, o senhor considera que o RN vive um caos na segurança pública?

Cel Araújo: "O Rio Grande do Norte figura dentro dos estados que reduziu mais a violência letal e intencional. É tanto que desses disparos lá de Mãe Luíza nós não temos notícia. De ninguém ter sido atingido, nem policiais e nem cidadão.

Nós estamos falando de violência letal e intencional. Então, vamos aos números. Por exemplo, nós tivemos época aqui no Rio Grande do Norte de 2.500 homicídios. O ano passado, nós tivemos 750. É muito. Mas para quem teve 2.500, o ano passado nós tivemos a maior redução dos últimos 15 anos no Rio Grande do Norte.
Então, nós podemos afirmar que o esforço das forças de segurança pública é continuado, visando cada vez mais a redução da morte violenta intencional, do roubo, do assalto à mão armada, do assalto a banco, do assalto a caixa eletrônica, carro forte. Então os crimes também contra o patrimônio, não só os crimes contra a vida.”

A polícia está monitorando ameaças de expulsão de moradores por facções, como em Touros?

Cel Araújo: “Muito oportuna a sua pergunta. Vamos aqui a Touros e, principalmente no distrito de Santa Luzia, que foi narrado que existia isso.

A polícia esteve presente, a polícia ostensiva, além da parte de inteligência e investigação, e a polícia pintou as paredes novamente, apagou as pichações. Da mesma forma que na comunidade de Mãe Luíza foi feita a mesma coisa, e na comunidade, nas comunidades da Zona Oeste. Ou seja, houve uma ação de imediato da Associação de Segurança para que não houvesse a continuação desses infratores.

Lá em Felipe Camarão aconteceu fatos onde as pessoas disseram, comunicaram à Associação de Segurança que pessoas tinham ido lá e que saíram. As pessoas voltaram à comunidade e nós apagamos todas as pichações. E, por incrível que pareça, houve uma ocorrência lá onde um cidadão estava em um veículo e ele estava… com a pistola, quando houve o momento da abordagem, ele arremessou a pistola fora e no outro dia pela manhã a comunidade foi entregar a pistola e uma senhora, uma senhora lá, disse, é, nós agora já estamos podendo andar nas ruas aqui no canto lá onde eu tinha o problema e já começamos a ouvir o canto dos pássaros.

Então isso é significativo, eu estou dizendo isso porque eu nasci em São Bento do Trairi e de São Bento do Trairi vim morar em Felipe Camarão, eu conheço a comunidade.”

Houve diferença de tratamento entre os governos Bolsonaro e Lula na área de segurança?

Cel Araújo:“Eu não vou dizer os números aqui, mas eu posso ser honesto e leal ao governo do Estado do Rio Grande do Norte e ao governo federal. A governadora, professora Fátima Bezerra, quando ela nos convidou para assumir… a Secretaria de Segurança Pública, ela deu… liberdade de ação. Então nós temos livre trânsito no governo Bolsonaro, com os ministros que estiveram lá, como temos hoje no governo do presidente Lula e dos ministros que estiveram com o presidente Lula, do ministro Flávio Dino e do ministro Lewandowski.

Anteriormente com o ministro Moro, com o ministro André Mendonça, todos eles que estiveram, a gente teve a oportunidade de estar com ele. E o Rio Grande do Norte sempre foi tratado na área da segurança pública com a parte federativa. Nós não tivemos cores de partido nem ideologia que atrapalhasse institucionalmente.

E isso era o que eu conversava com os generais que eu tinha conhecimento, alguns deles foram meus professores e sempre eles trataram a gente. Nessa forma. E sempre eu dizia à governadora e à equipe de governo, olha lá, nós planteamos isso, isso e isso e sempre tivemos… trânsito livre no Ministério da Justiça, que fosse no governo Bolsonaro ou no governo Lula.”

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