Polícia
Publicado em 16/06/2026, às 11h36 Reprodução internet Redação
O vereador de Mossoró Cabo Deyvison que foi alvo de um atentado a tiros na noite desta segunda-feira (15), em Mossoró, é pré-candidato a deputado federal pelo PL e um dos nomes mais combativos da oposição local.
O crime contra ele é que acabou tirando a vida do seu videomaker ocorreu enquanto Cabo Deyvison gravava um vídeo em frente à UPA do Alto de São Manoel, denunciando problemas na saúde pública do município. Durante o ataque, o parlamentar foi atingido nas pernas e socorrido ao Hospital Regional Tarcísio Maia.
O cinegrafista e assessor Alyson Diego de Oliveira Morais, que o acompanhava, foi baleado e morreu. Os criminosos utilizaram um fuzil calibre 5.56.
Policial militar de carreira, advogado e vereador de primeiro mandato, Cabo Deyvison ganhou notoriedade em Mossoró pela atuação fiscalizadora e pelas denúncias contra a administração municipal. Ele foi eleito vereador em 2024 pelo MDB e, neste ano, filiou-se ao PL para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2026.
Entrevista exclusiva ao BNews
Há pouco mais de 3 meses, Cabo Deyvison esteve na redação do BNews RN para uma entrevista exclusiva em que fez duras críticas à gestão municipal, defendeu a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara de Mossoró e anunciou que preparava novas denúncias para encaminhar ao Ministério Público.
Na ocasião, o vereador afirmou possuir documentos e levantamentos que apontariam supostos indícios de superfaturamento em contratos públicos, incluindo licitações, obras, eventos e locações realizadas pela Prefeitura. Segundo ele, o material seria formalizado junto aos órgãos de controle após o retorno das atividades legislativas.
Durante a entrevista, Deyvison também declarou que pretendia aprofundar a fiscalização de contratos milionários e afirmou acreditar que “muita coisa ainda viria à tona” a partir das investigações em andamento.
Sua atuação também focava na segurança pública e no enfrentamento a facções criminosas. Ele aponta o estado dominado pelo crime organizado que ele classifica como terroristas. Após o atentado ele chegou a afirmar que a situação atual do brasil e do RN se assemelha a um “narcoestado”.
Oposição ao prefeito Allyson Bezerra
O vereador se consolidou como uma das principais vozes de oposição ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, que também é pre-candidato ao Governo do Estado em 2026.
Na entrevista ao BNews, Cabo Deyvison revelou que, antes mesmo da Operação Mederi (operação da PF que mira supostos desvios na saúde de Mossoró durante gestão de Alyson), ele já vinha utilizando as redes sociais e a tribuna da Câmara Municipal para denunciar problemas na saúde, falta de medicamentos em unidades básicas, contratos públicos que considerava suspeitos e questões relacionadas à infraestrutura da cidade.
Em diversas oportunidades, o vereador afirmou que sua principal missão era fiscalizar os gastos públicos e representar moradores das áreas periféricas de Mossoró.
Atentado gera repercussão
O ataque provocou forte repercussão política e policial em todo o Rio Grande do Norte. Os disparos ocorreram enquanto o vereador realizava uma transmissão ao vivo em frente à unidade de saúde. Um veículo se aproximou do local e os ocupantes efetuaram diversos disparos contra o grupo.
A Polícia Civil investiga a motivação e a autoria do crime. O caso ganhou repercussão nacional e reacendeu o debate sobre violência política, segurança pública e proteção de agentes públicos e profissionais da imprensa.
Para além das disputas políticas, o atentado interrompeu de forma trágica uma atividade de fiscalização que estava sendo realizada em frente a uma unidade de saúde e resultou na morte de um trabalhador da comunicação, enquanto o vereador segue sob cuidados médicos e fora de risco, segundo informações divulgadas por sua assessoria.
Nas redes sociais, Allyson Bezerra colocou uma nota escrita lamentando o crime.
Já Álvaro Bezerra, pré-candidato a governador pelo PL, foi pessoalmente visitar Cabo Deyvison no Hospital, em Mossoró, e exigiu postura firme do Estado e das forças de segurança para prender os bandidos.