Polícia
Publicado em 26/05/2026, às 12h35 Reprodução/SESED Giovana Gurgel
O Rio Grande do Norte aparece entre os estados que mais reduziram as mortes violentas no Brasil na última década. Dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostram que o estado registrou queda de 51,6% nos homicídios entre 2014 e 2024, garantindo a quinta colocação nacional e o segundo melhor desempenho do Nordeste no período analisado.
O levantamento faz parte do Atlas da Violência 2026, estudo que monitora os índices de violência letal em todo o país. O resultado coloca o estado potiguar atrás apenas do Distrito Federal, Goiás, Sergipe e São Paulo no ranking das maiores reduções proporcionais de mortes violentas intencionais. Em todo o Brasil, o estudo aponta uma tendência contínua de diminuição dos homicídios, cenário que também foi observado no Rio Grande do Norte ao longo dos últimos anos.
Além do desempenho acumulado na última década, o Rio Grande do Norte também apresentou números expressivos no recorte mais recente. Entre 2019 e 2024, a taxa de homicídios caiu 40,8%, colocando o estado na quarta posição nacional nesse período.
Nesse ranking mais recente, o estado ficou atrás apenas de Acre, Sergipe e Goiás, consolidando um dos melhores desempenhos do país no enfrentamento à violência letal. Os dados reforçam a mudança no cenário da segurança pública potiguar, especialmente quando comparados aos índices registrados há cerca de dez anos, período em que o estado figurava entre os mais violentos do Brasil.
O Atlas da Violência 2026 reune estatísticas oficiais sobre criminalidade e violência no país. Segundo o estudo, o desempenho potiguar colocou o Rio Grande do Norte entre as unidades federativas que mais avançaram na redução da violência letal no Brasil durante a última década.
À frente do estado aparecem o Distrito Federal, com redução de 66,2%, Goiás, com 58,4%, Sergipe, com 54,6%, e São Paulo, com queda de 53,2% nas mortes violentas intencionais no período analisado.
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