Polícia
Publicado em 09/04/2026, às 10h09 Reprodução internet Redação
A Polícia Federal (PF) intensificou o cerco contra irregularidades no mercado de gás de cozinha ao deflagrar, nesta quinta-feira (9), a segunda fase da Operação Vem Diesel. A ação tem como foco distribuidoras e revendedoras de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), combustível essencial no dia a dia de milhões de brasileiros.
A ofensiva ocorre em parceria com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A força-tarefa mobilizou equipes em 24 cidades, distribuídas em 15 estados e no Distrito Federal.
Ao todo, 55 empresas do setor foram fiscalizadas, com atuação conjunta de agentes da ANP, Procons e policiais federais.
Entre os alvos está Natal, onde três estabelecimentos passaram por inspeção.
Confira a distribuição das fiscalizações por cidades e estados:
• Salvador (BA): 5
• Ipojuca (PE): 5
• Rondonópolis (MT): 3
• Campo Grande (MS): 3
• Santarém (PA): 3
• Araucária (PR): 3
• Duque de Caxias (RJ): 3
• Itajaí (SC): 3
• Barueri (SP): 3
• Manaus (AM): 2
• Fortaleza (CE): 2
• Brasília (DF): 2
• São Luís (MA): 2
• Maringá (PR): 2
• Guarujá (SP): 2
• Canoas (RS): 2
• Natal (RN): 3
Outras cidades também tiveram estabelecimentos fiscalizados, incluindo municípios de Minas Gerais, Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Sul.
ESTADOS:
1. AMAZONAS
2. BAHIA
3. CEARÁ
4. DISTRITO FEDERAL
5. MARANHÃO
6. MINAS GERAIS
7. MATO GROSSO
8. MATO GROSSO DO SUL
9. PARÁ
10. PARANÁ
11. PERNAMBUCO
12. RIO GRANDE DO NORTE
13. RIO DE JANEIRO
14. RIO GRANDE DO SUL
15. SANTA CATARINA
16. SÃO PAULO
Operação mira cartel, preços abusivos e práticas irregulares
Segundo a Polícia Federal, o objetivo é identificar condutas que prejudiquem o consumidor e distorçam o mercado, como:
• Aumento injustificado no preço do gás
• Formação de cartel entre distribuidoras
• Controle artificial de mercado
• Outras práticas abusivas contra o consumidor
As irregularidades constatadas durante as fiscalizações poderão resultar em investigações criminais e responsabilização dos envolvidos.
Primeira fase focou combustíveis líquidos
A primeira etapa da operação foi realizada no último dia 27 de março e teve como alvo aumentos considerados abusivos nos preços de combustíveis líquidos, em um contexto de instabilidade internacional provocada por conflitos no Oriente Médio.
O que caracteriza preço abusivo
De acordo com a Senacon e o Código de Defesa do Consumidor (CDC), há prática abusiva quando há elevação de preços sem justificativa plausível ou vantagem excessiva sobre o consumidor.
Entre os principais indícios estão:
• Reajuste sem aumento real de custos
• Elevação de preços em situações de crise ou emergência
• Quebra do equilíbrio nas relações de consumo
• Falta de repasse de reduções de custos ao consumidor final
A livre concorrência, segundo os órgãos federais, é um fator essencial para evitar distorções e garantir preços justos.
Irregularidades podem virar investigação
A PF informou que todas as infrações identificadas pelas equipes de fiscalização serão encaminhadas para análise e possível abertura de inquéritos.
A nova fase da operação reforça a atuação integrada dos órgãos federais no combate a práticas ilegais no setor energético, com impacto direto no bolso do consumidor.