Polícia
Publicado em 16/12/2025, às 12h47 Durante o cumprimento dos mandados, os policiais realizaram, ainda, buscas em endereços ligados ao investigado - Divulgação/Polícia Civil do RN José Nilton Jr.
Nesta terça-feira (16), a Polícia Civil do Rio Grande do Norte realizou a Operação Anny, que tem como objetivo investigar as mortes de Airton Silva e Alves e de sua filha, Anny Lavínia Salvino Alves, que tinha apenas 6 anos. O crime aconteceu no dia 28 de agosto deste ano, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na zona Norte de Natal.
A ação policial desta terça-feira teve como resultado a prisão de um policial militar, que é apontado como principal suspeito do crime. A prisão temporária foi cumprida pelos agentes no bairro Potengi, que também fica na zona Norte da capital potiguar, com apoio da Polícia Militar.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais realizaram, ainda, buscas em endereços ligados ao investigado, dando início a uma nova fase do inquérito que busca esclarecer completamente as circunstâncias do duplo homicídio.
Segundo com o que foi apurado até o momento, um homem chegou ao local do crime em uma moto e efetuou disparos contra Airton Silva e Alves, que foi atingido por dois tiros e morreu ainda no local. A filha dele, Anny Lavínia, foi baleada na cabeça, socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos, falecendo três dias depois.
Durante a operação que prendeu o PM, os investigadores apreenderam diversas armas de fogo. Entre elas, um revólver calibre .38 sem registro, compatível com o projétil que atingiu as vítimas. O armamento será submetido a perícia técnica para verificar se foi utilizado no crime.
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Diante da apreensão, o suspeito também foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, além de permanecer preso temporariamente por decisão judicial relacionada ao duplo homicídio.
As investigações seguem em andamento para esclarecer o que teria motivado o crime. Inicialmente, a principal linha de apuração apontava para uma possível motivação passional, mas outras hipóteses também estão sendo analisadas, incluindo a possibilidade de envolvimento com dívidas.
A Polícia Civil informou que novas diligências serão realizadas, com a produção de perícias complementares e análise detalhada dos materiais apreendidos, antes da conclusão do inquérito e do envio do caso ao Ministério Público.
O nome da operação faz referência à menina Anny Lavínia e simboliza o compromisso da Polícia Civil em elucidar crimes graves, responsabilizar os envolvidos e reforçar a proteção à vida, especialmente de crianças e adolescentes.